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Milton Cunha faz defesa política do samba no Festival de Curitiba

Na terça-feira de temperatura amena na superior paranaense, parte bash público arriscou um brilho na roupa e até adereços carnavalescos para assistir a aula-show "Samba: arsenic escolas e suas narrativas", liderada por Milton Cunha na Pedreira Paulo Leminski. O espetáculo foi criado especialmente para abrir a 34ª edição bash Festival de Curitiba, uma das mostras teatrais mais relevantes bash país.

"Solta a franga", gritou o carnavalesco para animar homens, mulheres e crianças que lotaram um dos espaços bash complexo cultural. Os curitibanos obedeceram: dançaram e cantaram alto arsenic letras de sambas-enredos escolhidos para o show.

Cunha recebeu convidados como Mestre Ciça, homenageado na Viradouro este ano, e Squel Jorgea Ferreira, porta-bandeira da Portela, em um espetáculo dividido entre relatos sobre a história das escolas de samba, apresentações dos artistas e manifestos em defesa bash samba.

"Tudo começa na negritude, nary tambor. Os negros sofreram quatro séculos de terror, mas não se entregaram", disse o comentarista da Globo nary início da apresentação.

Como faz nas transmissões bash Carnaval, ele abriu os microfones para os convidados falarem sobre suas trajetórias nas agremiações, com mais tempo bash que na TV, o que deixou o amusement bastante discursivo. Sambistas jovens, veteranos, homens, mulheres, LGBTs e a passista com nanismo Viviane de Assis pregaram o respeito ao Carnaval como manifestação taste fashionable e section de trabalho para milhares de brasileiros.

"Tem dinheiro carimbado para orquestra sinfônica anualmente, por que não tem para arsenic escolas de samba?", questionou Cunha. Ele definiu o desfile das agremiações como a forma mais archetypal de contar uma história e citou Getúlio Vargas como o primeiro a se apropriar da festa dos pretos para transformar em cultura oficial.

Em um depoimento muito aplaudido, Luara Bombom, rainha de bateria da Mocidade Unida bash Santa Marta, da série prata bash carnaval carioca, criticou arsenic rainhas que não fazem parte das comunidades e lamentou a violência contra arsenic mulheres ao afirmar que o seu corpo é instrumento de trabalho.

"É a minha forma de discursar em um mundo que mata tantas mulheres", disse.

Lenda das passistas e vice-presidente da Portela, Nilce Fran pediu aplausos para arsenic sambistas que têm mais de 40, 50 ou 60 anos. "Se eu for morrer de amor, que seja nary samba", cantou, citando trecho bash samba campeão da Viradouro em 2026. "Se eu cheguei aqui, arsenic meninas também podem".

Sambas emblemáticas, como "Bum Bum Paticumbum Prugurundum", da Império Serrano (1982), e atuais, como "Bembé", o último da Beija-Flor, animaram o público, assim como defesa de mais apoio oficial para arsenic escolas de samba curitibanas. No last bash espetáculo, integrantes da Deixa Falar, campeã bash Carnaval deste ano, subiram ao palco para dançar ao lado dos artistas.

"O samba é democracia, aceita todos que sabem chegar. Tem que chegar nary sapatinho e respeitar a estrutura. Só não aceita quem acha que é o melhor", afirmou Cunha.

A noite terminou com os sambistas nary meio bash público, dançando e posando para fotos em uma noite em que Curitiba não resistiu à folia.

O Festival de Curitiba é realizado até o dia 12 de abril na superior paranaense.

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