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Mingau amazônico instantâneo de copinho vira negócio milionário

Natural de Goiânia (GO), Costa conheceu a Amazônia ao servir o Exército em Manaus. Anos depois, decidiu voltar e se estabelecer na região, onde vive há cerca de 15 anos. "Sempre quis desenvolver algo aqui, só faltava encontrar o produto certo", diz.

O mingau é vendido em potes de 300 ml, com 80 gramas do produto desidratado, que se transformam em cerca de 250 ml após o preparo. Cada unidade contém 12 gramas de proteína, além de fibras e prebióticos. O sabor adocicado vem apenas da banana. "Um pote pode substituir um café da manhã ou um jantar. Também temos versão zero lactose", afirma o empresário.

Segundo a nutricionista Adria Monteiro, responsável pelo conceito nutricional, trata-se de um alimento minimamente processado, sem glúten ou conservantes. "É fonte de selênio, potássio e magnésio, com validade de até quatro meses. Pode ser consumido por crianças a partir de um ano e atende tanto quem busca emagrecimento quanto ganho de massa", explica.

Das incubadoras para o mercado

O preço final varia entre R$ 9 e R$ 12, conforme o ponto de venda. O projeto contou com apoio da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores). Após o período de incubação, o produto foi reapresentado já adequado às exigências técnicas de mercado, da embalagem à estabilidade.

"O avanço foi evidente, tanto do produto quanto da empresa", afirma Deolinda Ferreira Garcia, diretora técnica da entidade e coordenadora da incubadora INUEA, em Itacoatiara (AM). "É um exemplo de como o apoio institucional pode gerar negócios viáveis."

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