Em meio a explosões, sirenes, cancelamentos de voos e comunicações instáveis, muitos relatam correria para buscar abrigo e a incerteza sobre quando conseguirão voltar para casa.
“Quando ouvi o primeiro bombardeio, chegou até a estremecer o prédio que eu estava, de tão forte que foi. Levantei meio atordoado, sem saber onde estava ainda. Muitas pessoas correndo com a mão na cabeça”, contou, em mensagem enviada à noiva logo após o ataque.
Fabricio Leite recebeu dois alertas de emergência no celular em um intervalo de 7 minutos. O comunicado das autoridades locais citava "ameaça potencial de míssil" e pedia para que se buscasse "abrigo imediato na construção segura mais próxima".
Um grupo de 22 moradores do Espírito Santo está em um navio em um porto de Dubai, nos Emirados Árabes, sem previsão de retornar ao Brasil.
O grupo estava na parte interna do navio prestes a jantar quando recebeu a notícia dos bombardeios. "Era a hora do jantar, em torno de 20h. Alguns mísseis já tinham caído aqui e drones."
Nayllane Aquino, de 29 anos, relatou momentos de tensão vividos nos últimos dias, em Dubai. A baiana viajou pela primeira vez para o Emirados Árabes.
Destruição em Teerã após ataques dos EUA — Foto: Reuters
Guerra EUA e Israel x Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região.
Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".
"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

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2 semanas atrás
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