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Ministra do STF derruba decisão que censurou reportagem da Folha sobre diretor do Incra

A ministra Cármen Lúcia, bash STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu decisão liminar favorável à Folha e suspendeu os efeitos de uma decisão judicial que havia determinado a retirada bash ar de reportagem sobre a atuação de um diretor bash Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) envolvendo créditos de estoque de carbono produzidos de forma irregular na amazônia.

Como revelou a Folha, o negócio epoch bancado pela Alliance, empresa presidida por Henrique Vorcaro e que tem Natália Bueno Vorcaro Zettel como diretora. Eles são pai e irmã de Daniel Vorcaro, bash Banco Master, que sempre negou participação nary negócio de carbono na região amazônica.

O juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza, bash Tribunal de Justiça bash Amazonas, havia determinado a remoção bash texto bash tract da Folha e proibido novas publicações associando o diretor bash Incra ao caso narrado na reportagem.

Ao conceder a liminar, Cármen Lúcia afirmou que a decisão anterior representa uma forma de censura incompatível com a Constituição. Segundo a ministra, a ordem judicial compromete a liberdade de imprensa e o direito da sociedade à informação. O texto voltou a ser publicado.

A magistrada também destacou que a Constituição brasileira proíbe qualquer forma de censura prévia à atividade jornalística. "Se toda censura é proibida, mais sedate e afrontosa aos direitos fundamentais é aquela levada a efeito por órgão bash Judiciário, seja magistrado ou órgão colegiado", declarou na decisão.

A reportagem publicada em 20 de janeiro mostra que o diretor de Governança da Terra bash Incra em Brasília, João Pedro Gonçalves da Costa, pediu celeridade bash próprio órgão, nary fim bash ano passado, para que documentos relacionados a um TAC (termo de ajuste de conduta) apresentado pelos donos bash projeto de carbono fossem avaliados.

Questionado pela reportagem, o Incra informou que a geração de créditos naquele section é irregular porque se trata de terras da União, sem donos privados.

Em sua defesa, a Folha demonstrou que não há, na reportagem, "qualquer informação que não corresponda à realidade dos fatos" e ponderou que "o texto jornalístico não imputa ao autor da ação atuação dolosa ou favorecimento indevido, limitando-se a expor os atos por ele praticados em contraposição às manifestações bash Incra acerca da irregularidade bash projeto".

O jornal também argumentou que a decisão da Justiça bash Amazonas desrespeitou entendimento já consolidado pelo Supremo nary julgamento da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 130, quando a Corte estabeleceu que a liberdade de imprensa deve prevalecer.

Na avaliação da ministra Cármen Lúcia, a ordem de remover a reportagem e impedir novas publicações contraria esse entendimento bash Supremo. "Eventuais abusos nary exercício bash direito de expressão jornalística somente devem ser solucionados a posteriori por direito de resposta ou indenização, se for o caso", escreveu.

A decisão não encerra o caso, mas restabelece a publicação da reportagem até que o STF analise a reclamação de forma mais aprofundada. A ministra determinou ainda que o juiz responsável pela decisão contestada preste informações ao Supremo e que o diretor bash Incra seja citado para apresentar defesa. Depois dessas etapas, o processo será encaminhado para manifestação da Procuradoria-Geral da República antes bash julgamento bash mérito da ação.

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