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Missão no Estreito de Ormuz pode ser implantada de 2 a 3 dias após acordo entre EUA e Irã, diz Macron

O presidente francês e o primeiro-ministro do Reino Unido anunciaram, há dois meses, parceria de países europeus para garantir que a rota permaneça aberta após sua reabertura com o fim da guerra.


Emmanuel Macron na cúpula do G7 — Foto: LUDOVIC MARIN/Pool via REUTERS

O líder francês disse que, além de seu país e do Reino Unido, Itália e Holanda também estão prontos para ajudar na missão. Também declarou que o G7 fará tudo para garantir a normalização do tráfego marítimo na rota e defendeu que sua reabertura "deve ser feita sem pedágios".

Segundo uma fonte da agência de notícias iraniana Fars, Teerã adicionou uma cláusula sobre a imposição de taxas de serviços marítimos para embarcações que desejarem trafegar pelo estreito de Ormuz ao acordo com os Estados Unidos, pouco antes de seu anúncio.

"Nos momentos finais das negociações, o texto do memorando de entendimento foi alterado para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania iraniana-omani sobre o Estreito de Ormuz. O uso do termo 'serviços marítimos' significa que os Estados Unidos aceitaram que taxas serão pagas ao Irã", disse a agência, citando a fonte anônima.

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Trump: Otan foi inútil para reabertura do Estreito de Ormuz

"Vamos avançar com isso em uma conferência sobre o plano militar em Londres na próxima semana, onde anunciaremos mais detalhes sobre a composição da missão, e mais de uma dúzia de países já se ofereceram para contribuir com recursos. Reabrir o estreito é uma necessidade global e uma responsabilidade global", disse Starmer a repórteres ao lado dos líderes da França, Alemanha e Itália.

Macron e Starmer têm liderado esforços internacionais para aumentar a pressão diplomática e econômica sobre o Irã. Starmer acusou o país de “manter a economia mundial refém”. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a tensão ao anunciar um bloqueio retaliatório contra portos iranianos. — Foto: Michel Euler/AP

Representantes dos Estados Unidos não estiveram presentes no encontro e o presidente do país, Donald Trump, alfinetou os planos resultantes da cúpula em um post na rede Truth Social:

"Agora que a situação no Estreito de Ormuz acabou, recebi uma ligação da Otan perguntando se precisaríamos de alguma ajuda. Eu disse a eles para ficarem longe, a menos que queiram apenas encher seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando necessário, um tigre de papel!".

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