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Moraes inclui investigação sobre emails apagados de Mauro Cid em inquérito sobre golpe

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes incluiu uma investigação sobre os emails funcionais apagados de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), no inquérito de golpe de estado.

Na decisão, Moraes alega que o suposto indício crime que era investigado na exclusão de emails funcionais por parte de Mauro Cid tem relação com a delação premiada firmada por ele com a PF (Polícia Federal) em setembro de 2023.

Assim, determinou que isso fosse incluído no inquérito sobre golpe de estado, que está em estágio mais avançado. Na mesma decisão, Moraes mandou arquivar a ação que tratava apenas dos emails, que fora aberta após pedido da Procuradoria da República no Distrito Federal.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável à inclusão no inquérito de golpe e ao arquivamento da investigação por duplicidade. Também reforçou que a questão dos emails foi tratada na delação de Cid.

"Eventual ilícito decorrente do esvaziamento da caixa de correio eletrônico funcional está relacionado ao objeto da colaboração e, portanto, é de competência do Supremo Tribunal Federal", diz trecho da decisão sigilosa obtida pela Folha.

Procurada, a defesa de Cid não se manifestou até a publicação deste texto.

A caixa de emails de Mauro Cid teria sido esvaziada antes de ele deixar o cargo no governo Bolsonaro, de acordo com reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil, em julho de 2023, com base em dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

Mesmo após ter esvaziado, Mauro Cid continuou a receber em seu email funcional, já no governo Lula (PT), informações do GSI (Gabinete de Segurança Presidencial) sobre viagens do petista. O caso foi revelado durante a CPI do 8 de Janeiro.

A Casa Civil reconheceu atraso em desativar email de Mauro Cid. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro recebeu ao menos 11 mensagens com informações de viagens de Lula em 2023, incluindo trajetos internacionais.

Um relatório enviado à CPI do 8 de Janeiro mostra que Cid tentou acessar ao menos 99 vezes seu email funcional mesmo após a Casa Civil bloqueá-lo.

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