O governo local iniciou na sexta (15) uma grande operação de busca pelos 4 corpos desaparecidos, mas os trabalhos foram interrompidos devido ao mau tempo. O trabalho foi classificado como de "alto risco" pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar.

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Onde aconteceu o acidente
Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Por lá, a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros.
➡️ O que é um atol? Um atol é uma formação geológica composta por ilhas e recifes de coral que cercam uma lagoa central. Essas estruturas surgem ao redor de antigos vulcões submarinos que afundaram ao longo de milhares de anos, enquanto os corais continuaram crescendo na superfície. Nas Maldivas, os atóis formam a base do território e criam áreas de águas rasas, canais profundos e rica biodiversidade marinha.
Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, este atol fica no Oceano Índico, cerca de 65 quilômetros da capital Malé.
Os italianos teriam mergulhado próximo à ilha de Alimatha, uma área famosa na região por mergulhos voltados à observação da vida marinha.
Atol onde os Italianos mergulharam. — Foto: Reprodução/Google Maps
Por reunir cavernas submarinas, túneis naturais, paredões profundos e canais estreitos com fortes correntes oceânicas, o local é considerado hostil até para mergulhadores experientes.
As autoridades locais disseram acreditar que eles estão justamente em uma caverna de difícil acesso.
Diversos acidentes durante mergulhos são registrados nas Maldivas todos os anos. Segundo a polícia local, 112 turistas morreram em incidentes marítimos no arquipélago nos últimos seis anos.
Muriel Oddenino (à esqueda), Giorgia Sommacal (no centro) e Monica Montefalcone (à direita) — Foto: LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova
O grupo de italianos fazia em um mergulho matinal perto de Alimathaa, uma das ilhas das Maldivas, e foi dado como desaparecido após não retornar à superfície até o meio-dia de quinta-feira.
As condições climáticas eram descritas como desfavoráveis na ocasião, e havia alerta amarelo de mau tempo em vigor.
- Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
- Sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
- Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
- O instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua - o corpo dele foi recuperado na quinta;
- E Federico Gualtieri, também instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.
As identidades das vítimas foram divulgadas pela agência de notícias italiana Ansa. O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que a Embaixada da Itália no Sri Lanka entrou em contato com as famílias das vítimas e prestou assistência consular.
As Maldivas, um arquipélago formado por 1.192 ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico, são um destino turístico de luxo muito popular entre os mergulhadores por seus complexos remotos e barcos de mergulho com alojamentos a bordo, de acordo com a agência francesa AFP.
Ilha de Alimatha, nas Maldivas. — Foto: Reprodução/Tripadvisor

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