Agora, turistas de fora do Espaço Econômico Europeu, que inclui União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega, pagam 32 euros (cerca de R$ 200) para entrar no museu mais visitado no mundo. São 10 euros a mais (cerca de R$ 63) do que os visitantes europeus.
Alguns turistas que visitavam o local na quarta, como a brasileira Marcia Branco, criticaram a diferença de preços para viajantes de países com menos recursos. "Se eu vou para a Índia, os indianos pagam menos, e isso é justo, porque têm menos dinheiro", disse a brasileira à agência AFP.
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Além do Louvre, outros monumentos da capital francesa, como a Sainte-Chapelle e a Conciergerie, também adotaram nesta semana tarifas diferenciadas conforme a origem do visitante.
"É injusto para quem vem de mais longe, porque você favorece quem já está aqui e fica muito mais barato do que para nós, que viajamos mais de 10 mil quilômetros", reclamou Pamela González, do Uruguai, que estava na fila para entrar no Louvre com o filho adolescente.
"Para nós, a passagem é muito cara; a estadia também, por causa do câmbio. E ainda colocam um custo 50% maior", acrescentou. "Em outros países isso não acontece."
Para alguns visitantes, porém, as novas tarifas são aceitáveis. "É o mesmo preço de muitas coisas na Itália, em Malta", afirmou o australiano Kevin Flynn, que viaja pela França com a esposa Sonia.
Entrada do Museu do Louvre, em Paris, em foto de 12 de janeiro de 2026 — Foto: MARTIN LELIEVRE / AFP
Taxa ajudará a modernizar museu, diz França
O governo francês justificou o aumento por razões financeiras. Segundo o Ministério da Cultura, os novos valores devem gerar entre 20 e 30 milhões de euros por ano e serão destinados ao projeto de renovação do Louvre
O museu, que recebeu nove milhões de visitantes no ano passado, precisa modernizar suas instalações, segundo o governo.
Embora o valor do ingresso ao Louvre seja semelhante ao de outros museus, a diferenciação por país de origem é rara na Europa e nos Estados Unidos.
Para os sindicatos do Louvre, a medida é "ofensiva do ponto de vista filosófico, social e humano" e também é alvo das críticas que alimentam os protestos e greves dos funcionários do museu, que buscam melhores condições de trabalho.

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3 horas atrás
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