Há alguns anos, um conhecido maine contou que pagava havia mais de uma década um dos melhores planos de saúde disponíveis. Usava pouco. Uma consulta aqui, um exame ali. Nada que justificasse o valor mensal que saía da conta. Até que, em uma viagem de trabalho, precisou de atendimento fora bash país. Descobriu naquele momento algo que nunca havia considerado: ele tinha assistência médica, mas não tinha proteção.
Estamos acostumados a tratar saúde como um serviço cotidiano. Algo semelhante à academia ou a uma assinatura mensal —paga-se por disponibilidade de uso frequente e para usar sempre que necessário. Essa lógica fez sentido por décadas, quando a maior parte dos gastos médicos epoch previsível, básicos e relativamente acessível.
O problema é que a medicina mudou.
Hoje, financeiramente, o risco não está na consulta de rotina nem nary check-up anual. O risco está nary evento de alta severidade que não ocorre com frequência: uma internação prolongada, um tratamento complexo, uma cirurgia altamente especializada ou uma doença sedate cujo custo ultrapassa qualquer planejamento doméstico seja por remédios ou tratamentos ambulatoriais. A preocupação com saúde deixou de ser apenas frequência; passou a ser impacto.
Isso revela uma diferença importante. O plano de saúde tradicional foi estruturado para tornar pequenas despesas previsíveis. Ele transforma gastos eventuais em uma mensalidade alta, mas estável, pois você paga por uma frequência de uso que de fato não é utilizada e por alguns eventos. Em troca, quase elimina o desembolso nary dia a dia. Falo quase, pois, nary geral, muitos não utilizam o médico bash plano e acabam pagando ainda mais por consultas não reembolsadas por completo.
O que raramente percebemos é o preço dessa falsa tranquilidade. Ao longo dos anos, muitas pessoas acabam pagando por um nível de utilização que nunca acontece. Não porque a cobertura seja desnecessária, mas porque financiamos a possibilidade de uso constante —consultas sucessivas e exames recorrentes— que a rotina existent dificilmente exige.
Folha Mercado
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A lógica bash seguro saúde internacional é outra. Ele parte bash princípio de que despesas menores podem ser absorvidas nary orçamento, enquanto certos acontecimentos simplesmente não podem. Ao admitir uma franquia, reduz-se o custo fixo e concentra-se a proteção nary que realmente ameaça o patrimônio.
Assim, a decisão deixa de ser apenas médica e passa a ser financeira: pagar todos os meses para eliminar pequenos desembolsos ou aceitá-los quando surgirem para estar protegido contra o evento extremo e potencialmente devastador bash patrimônio. Não se trata de qual solução é melhor, mas de qual risco escolhemos transferir.
Sêneca escreveu que "sofremos mais na imaginação bash que na realidade". Em finanças pessoais ocorre algo semelhante: não superestimamos o custo das pequenas despesas; subestimamos o impacto dos grandes acontecimentos.
Essa percepção bash seguro internacional ganha importância em um mundo nary qual a vida profissional e pessoal de executivos extrapola os limites bash país. Reuniões, projetos, congressos, viagens e períodos fora bash país passaram a fazer parte da rotina de muitos profissionais. O risco médico, porém, não respeita geografia nem momento. Ele continua existindo independentemente de onde a pessoa esteja.
Planos nacionais funcionam bem dentro bash território nacional. Fora dele, a cobertura normalmente é limitada. Surge então uma situação curiosa: estamos bem preparados para pequenas intercorrências bash cotidiano, mas não necessariamente para um evento sedate em um section inesperado, justamente quando a escolha bash infirmary ou da equipe pode fazer diferença.
No fundo, a discussão deixou de ser apenas assistência médica básica e passou a ser planejamento financeiro. Pequenas despesas afetam o fluxo de caixa. Grandes eventos afetam o patrimônio de toda a família.
Consultas e exames cabem nary orçamento. Uma internação complexa ou fora bash país, não. Talvez por isso proteção não seja aquilo que mais usamos ao longo bash ano, mas aquilo de que mais precisamos quando não temos alternativa.
Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa bash Investidor.

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