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Não vejo como um católico pode apoiar a esquerda, diz possivel vice de Flávio

Um dos nomes citados para vice de Flávio Bolsonaro (PL), a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) terá uma agenda dedicada a encontros com lideranças católicas nos próximos dois meses, para reforçar seu vínculo com esse segmento.

A ligação antiga dela com o catolicismo é considerada um trunfo do PP para a vaga de companheira de chapa do senador.

"Enquanto os evangélicos já têm uma relação forte com Flávio, o meio católico ainda sofre muita influência da esquerda. Ela [Marquetto] pode ajudar nesse ponto", diz o presidente do PP do estado de São Paulo, deputado federal Maurício Neves, um dos articuladores do nome da deputada para vice.

A previsão do PP é bater o martelo sobre seu posicionamento na eleição presidencial no início de junho. Antes, o partido e o União Brasil, legenda com a qual forma uma federação, precisam decidir se apoiam formalmente a candidatura de Flávio, hipótese que hoje parece provável.

Vencida essa etapa, será decidido o nome do vice –isso se a vaga realmente couber à federação.

No dia 7 de abril, Marquetto e Flávio tiveram uma reunião em São Paulo para se conhecer.

"Gostei muito do encontro, o Flávio está disposto a fazer um trabalho de missão verdadeira. Ele disse que não quer apenas usar a Igreja Católica, ele quer unir as duas fés pelo Brasil", afirma.

Segundo ela, a ideia é que a chapa tenha "um espaço para os católicos".

Ex-prefeita de Itapetininga (SP), Marquetto é uma das líderes da frente parlamentar católica no Congresso, e participou de iniciativas como implantar capelas na Câmara e no Senado.

Também é dela um projeto que declara Campina Grande (PB), cidade em que há festivais católicos e evangélicos durante o Carnaval, "capital da fé". O texto já foi aprovado pela Câmara e está no Senado.

Para a deputada, o apoio dos católicos à direita é algo natural. "Não vejo como é possível para um católico apoiar a esquerda, que traz pautas contra a vida. A esquerda pode agradar pelo lado social, mas não pelos valores cristãos que o governo hoje não tem", diz.

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