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Netanyahu diz que discutiu com Trump possível acordo com o Irã; Teerã nega negociações

Em vídeo divulgado por seu gabinete, Netanyahu disse que Trump vê uma chance de “aproveitar as conquistas militares de Israel e dos EUA para alcançar os objetivos da guerra por meio de um acordo que preserve interesses vitais”.

Em contrapartida, o Irã negou mais cedo que haja qualquer negociação.

Veja abaixo o que disseram Trump e Irã no fim de semana e nesta segunda:

  • Na noite de sábado (20), Trump deu um ultimato no Irã e ameaçou destruir as usinas de energia do país caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas.
  • Ainda no sábado, o Irã respondeu que qualquer ataque à infraestrutura de energia do país resultaria em represálias diretas.
  • Às 8h23 desta segunda (horário de Brasília), Trump anunciou em suas redes sociais uma pausa de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã e afirmou ter tido "conversas muito boas" no fim de semana com lideranças iranianas.
  • Menos de 1 hora depois, agências de notícias estatais iranianas negaram que existam negociações em curso.
  • Pouco antes das 11h, Trump foi questionado por repórteres sobre as negociações e reafirmou que há um diálogo em curso. (leia mais abaixo)
  • Entre 12h e 13h, mais autoridades iranianas negaram que haja negociações, entre elas, o influente presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. "Notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados", afirmou.
  • Cerca de duas horas depois, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que conversou com Trump sobre um possível acordo com o Irã.

'Eles que nos ligaram', diz Trump

Trump afirmou a repórteres que o diálogo em andamento traz uma grande chance de acordo, disse que o Irã concordou em se comprometer a não desenvolver armas nucleares e que foram autoridades iranianas que procuraram a Casa Branca para o diálogo.

"Eles que (nos) ligaram. Eu não liguei (para eles)", disse Trump.

O republicano alegou que provavelmente há uma falta de comunicação interna no governo do Irã por conta dos recentes ataques dos EUA e de Israel.

O norte-americano disse ainda que a conversa não é tratada com o atual líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, escolhido para substituir seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto por um ataque de Israel. Trump afirmou não reconhecer Mojtaba como novo líder e disse que as negociações tratarão de uma nova liderança para o Irã.

Irã nega que haja diálogo

Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em aeroporto na Flórida, nos Estados Unidos, em 23 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta segunda-feira (23) que o regime iraniano não está tendo conversas com os Estados Unidos.

Segundo Araqchi, países "amigáveis" têm mandado mensagens nos últimos dias indicando que os EUA buscam conversas para terminar a guerra, porém o Irã não as respondeu. O chanceler iraniano disse também que as condições do Irã para o fim do conflito não mudaram.

O influente presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi na mesma linha e sugeriu que as declarações de Trump tem intenção de influenciar o mercado.

"Não há negociações com os Estados Unidos e notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e escapar do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram", declarou Ghalibaf no X.

Ultimato adiado por 5 dias

Após dar um ultimato no Irã no fim de semana, Trump afirmou nesta segunda (23) que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.

"Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", declarou.

Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas.

Navio atravessa o Estreito de Ormuz em 19 de março de 2026 — Foto: AP

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