O Partido Novo acionou o TCU (Tribunal de Contas da União) para cobrar apuração pelo uso da estrutura da Presidência da República na organização do carro alegórico "Amigos do Lula", em que o presidente será homenageado pela Acadêmicos de Niterói no desfile do Carnaval do Rio de Janeiro, no próximo domingo (15). É a segunda vez que o partido questiona a legalidade da participação de Lula no desfile.
Na representação, o Novo cita a mobilização coordenada pela primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, para fazer convites personalizados, organizar as fantasias e coordenar os convidados.
Tudo isso usando a estrutura do Palácio do Planalto, onde Janja tem uma sala. O Novo alega que recursos humanos e materiais da União foram usados para viabilizar a atividade de caráter pessoal e festivo, o que caracterizaria uso indevido da máquina pública.
A legenda ainda afirma que a coordenação descumpre uma orientação normativa editada pela AGU (Advocacia Geral da União), em 2025, que estabelece que a atuação do cônjuge presidencial deve observar os princípios da Constituição e estar condicionada ao interesse público.
"Não há malabarismo jurídico que justifique o interesse público no dispêndio de recursos públicos para a participação da primeira-dama em desfile de escola de samba, muito menos que justifique o desvirtuamento da estrutura estatal para a organização da lista de convidados e das fantasias a serem utilizadas pelos componentes do carro alegórico", diz a representação.
No pedido, o Novo quer que a corte de contas proíba a atuação de servidores públicos e atividades logísticas ou de articulação institucional relacionadas ao carro alegórico onde Lula vai desfilar. O partido pede ainda a responsabilização dos gestores e autoridades envolvidos, com aplicação de punições, inclusive multa.
Não é a primeira vez que o Novo atua no caso. A legenda já tinha representado junto ao TCU quando questionou o uso de verba pública para financiar o desfile. Isso porque a Escola Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 1 milhão, via Embratur, para ajudar nos custos do desfile. O valor, no entanto, também foi repassado às outras 11 escolas do Grupo Especial.
Apesar de a área técnica do TCU ter recomendado a suspensão do repasse, o ministro da corte, Aroldo Cedraz, negou o pedido do partido ao afirmar que a distribuição dos recursos 'segue um critério objetivo e isonômico' e que não havia elementos que indicassem favorecimento da escola em relação às outras.

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