Project Helix é o codinome do próximo console Xbox da fabricante Microsoft, o qual foi revelado pela nova chefe da Microsoft Gaming, Asha Sharma, em uma postagem na rede social X (antigo Twitter) nesta última quinta-feira (5). Por enquanto há poucos detalhes confirmados sobre o novo videogame, mas informações disponíveis anteriormente e rumores ajudam a criar uma imagem de quando o console poderá ser lançado, qual deve ser sua faixa de preço e quais devem ser suas especificações técnicas. Confira a seguir tudo que sabemos.
Project Helix é o codinome do novo console da Microsoft, confira tudo que sabemos sobre ele — Foto: Reprodução/Luã Souza Project Helix: o que sabemos até agora de data, preço e especificações
- Qual a data de lançamento?
- Rodará jogos de Xbox e PC
- Deverá custar mais de US$ 650
- Processador AMD e memória RAM
- Terá retrocompatibilidade?
1. Qual a data de lançamento?
Por enquanto, o Project Helix ainda não possui um nome oficial, nem uma data de lançamento confirmada. No entanto, a CEO da AMD, Dra. Lisa Su, comentou durante um relatório financeiro da empresa que a companhia estaria pronta para dar suporte a um lançamento em 2027 para o próximo Xbox da Microsoft. Embora isso praticamente descarte a chegada do console em 2026, também não significa necessariamente que ele será lançado já em 2027.
Isso acontece por conta de um fator externo importante: a recente crise de escassez de memória RAM, impulsionada pela alta demanda de empresas de inteligência artificial. Esse cenário tem potencial para afetar a produção de diversos eletrônicos nos próximos anos. Assim, mesmo que a Microsoft tenha planos iniciais para lançar o console em 2027, não seria surpreendente se as condições do mercado acabassem empurrando a estreia para 2028 ou até 2029.
2. Rodará jogos de Xbox e PC
Um dos pontos confirmados pela postagem de Asha Sharma é que o próximo Xbox será um console híbrido, capaz de rodar jogos tanto de console quanto de PC, supostamente utilizando a plataforma Windows da Microsoft. Ainda não está claro, porém, como a empresa pretende alcançar esse resultado. Os processadores dos consoles atuais, como PlayStation 5, Xbox Series X e Xbox Series S, já utilizam arquitetura x86 e x64, necessária para rodar jogos de PC. Ainda assim, esses videogames operam com sistemas próprios, otimizados especificamente para jogos e bastante diferentes do Windows.
Uma possibilidade é o uso de algo semelhante ao que já acontece em outros sistemas. Hoje, por exemplo, é possível rodar jogos feitos para Windows 11 em dispositivos com Linux ou macOS por meio de camadas de “tradução”, como Proton ou CrossOver. Algo semelhante poderia permitir que um futuro console executasse jogos de PC dessa forma.
Halo: Campaign Evolved é mais um dos games do Xbox Series X/S que sai também no PC e até no PS5 — Foto: Reprodução/Steam Também existe a possibilidade do caminho inverso. Em vez de adaptar o console para rodar jogos de PC, o próximo Xbox poderia funcionar essencialmente como um computador, com capacidade de executar jogos de console por meio dessa mesma camada de tradução. Em ambos os cenários, no entanto, a plataforma que não for nativa tende a apresentar alguma perda de desempenho por conta da interpretação intermediária. É o mesmo fenômeno observado em dispositivos com Linux ou Mac, que conseguem rodar games de Windows, mas geralmente com desempenho inferior ao obtido no sistema original, mesmo quando possuem potência suficiente para isso.
3. Deverá custar mais de US$ 650
Asha Sharma prometeu que o novo console Xbox seria um “líder em performance”. Essa proposta, aliada à natureza híbrida de PC do aparelho, torna improvável que seus componentes custem menos do que os do atual Xbox Series X. O console foi lançado originalmente por US$ 499 nos Estados Unidos (cerca de R$ 2.616,80, sem considerar impostos). Já o Xbox Series S e outros consoles dessa geração seguiram um caminho incomum no mercado, já que, em vez de ficarem mais baratos com o tempo, acabaram se tornando mais caros.
Atualmente, o Xbox Series X custa cerca de US$ 649 nos EUA (aproximadamente R$ 3.403,42, sem impostos), e dificilmente o chamado Project Helix será vendido por menos do que isso. Segundo o canal de YouTube Moore's Law Is Dead, estimativas iniciais apontam que o console híbrido da Microsoft poderia custar entre US$ 999 (R$ 5.238,85) e US$ 1.200 (R$ 6.292,92), valores que refletiriam a proposta de rodar jogos tanto do ecossistema Xbox quanto de PC.
Devido a mudanças no cenário internacional o Xbox Series X/S hoje é mais caro do que quando foi lançado — Foto: Divulgação/Xbox O mercado global de tecnologia também passou por mudanças importantes nos últimos anos. Um dos fatores foram as tarifas impostas pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que encareceram produtos eletrônicos e impactaram cadeias de fornecimento ao redor do mundo. Outro ponto foi a alta demanda por componentes eletrônicos por parte de empresas focadas em inteligência artificial, como OpenAI, Meta, Google, Amazon e a própria Microsoft. Esse cenário pressiona a produção de chips, memória e outros componentes essenciais, o que também pode influenciar diretamente no preço de futuros consoles.
4. Processador AMD e memória RAM
A AMD e a Microsoft têm uma parceria firmada de múltiplos anos, e a fabricante de chips deverá fornecer o processador do próximo Xbox. Segundo rumores, esse chip teria o codinome “Magnus”, mencionado bem antes mesmo do nome interno Project Helix aparecer em vazamentos. A expectativa é que tanto o PlayStation 6 quanto o próximo Xbox utilizem um processador AMD baseado na arquitetura Zen 6 com gráficos integrados RDNA 5.
Para fins de comparação, o PlayStation 5 e os consoles Xbox Series X e Xbox Series S utilizam atualmente a arquitetura Zen 2 com RDNA 2. De acordo com vazamentos, o chip do próximo Xbox poderia ser mais potente, com cerca de 68 unidades de computação (UC), enquanto o PlayStation 6 teria algo entre 52 e 54 UC. Segundo o canal de YouTube Moore's Law Is Dead, o novo processador também poderia ser até 20 vezes mais avançado em Ray Tracing.
A AMD tem uma longa parceria com a Microsoft e fornece os processadores do Xbox Series X/S e do portátil ROG Xbox Ally X — Foto: Reprodução/Xbox Wire Outro ponto que pode ser interpretado a partir da afirmação de Asha Sharma, de que o console liderará em performance, é a necessidade de pelo menos 16 GB de memória RAM. Alguns rumores iniciais sugeriam que a próxima geração poderia chegar a 24 GB ou até 30 GB de memória, mas esses números se tornaram menos realistas diante do cenário atual. A alta demanda por hardware voltado à inteligência artificial tem pressionado o mercado e reduzido a disponibilidade global de memória.
Embora a memória GDDR7 seja atualmente a mais moderna e veloz, existe a possibilidade de que os próximos consoles optem por versões um pouco mais lentas e baratas, além de trabalharem com quantidades menores de memória, justamente para equilibrar custos e disponibilidade de componentes.
5. Terá retrocompatibilidade?
Durante a mesma apresentação com a AMD em que foi anunciada a parceria com a Microsoft, a então presidente do Xbox, Sarah Bond, afirmou que a empresa estava construindo uma plataforma que “está sempre com você e joga os games que você quer por vários aparelhos onde você estiver”. Após a saída de Sarah Bond, porém, ainda não se sabe se essa estratégia continuará ou mesmo se a declaração fazia referência a um foco maior na nuvem, como o serviço Xbox Cloud Gaming.
Essa é uma dúvida que, por enquanto, ainda não pode ser respondida. Há anos a Microsoft apoia a bandeira da retrocompatibilidade, permitindo que até mesmo jogos do Xbox original, Xbox 360 e Xbox One sejam jogados nos consoles Xbox Series X e Xbox Series S. No entanto, não é possível garantir que a empresa continuará investindo nesse modelo caso considere que o custo dessa estratégia deixou de valer a pena.
Por enquanto é difícil dizer se o novo Xbox continuará a seguir a bandeira da retrocompatibilidade com consoles anteriores — Foto: Reprodução/Xbox Wire Se o novo console tiver uma estrutura semelhante à do Xbox Series X/S, existe a possibilidade de manter a retrocompatibilidade já conquistada. Por outro lado, se o dispositivo for mais próximo de um PC em sua arquitetura e funcionamento, há também a chance de que ele não seja totalmente compatível com jogos antigos da marca Xbox.
Veja também: Rog Xbox Ally X: tudo sobre o novo console portátil
Rog Xbox Ally X: tudo sobre o novo console portátil

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