O segundo é a vaga que nunca existiu, os chamados ghost jobs ("vagas fantasmas")
Um estudo recente da Clarity Capital indica que de cada 7 vagas divulgadas, uma não existe.
Por que alguém faria isso?
Para agradar investidores, por exemplo.
Ou dar a impressão de que a empresa está crescendo.
Ainda segunda a Clarity, mais de um terço dos gestores de contratação publicam vagas apenas para formar um banco de candidatos caso alguém saia.
Sabe quando você vê o anúncio de uma vaga anunciada a mais de 30 dias? Pois então.
Estima-se que existam 1,7 milhão de vagas fantasmas só nos Estados Unidos.
O ghosting corporativo é real.
Numa pesquisa do LinkedIn, mais da metade dos candidatos afirmou ter recebido resposta de menos de 5% das vagas às quais se candidatou.
O terceiro obstáculo chegou mais recentemente: a entrevista com o robô.
A plataforma de contratação Greenhouse estima que 63% dos candidatos americanos já foram entrevistados por algum chatbot.
E 38% já abandonaram um processo seletivo porque ele exigia uma entrevista com IA.
Entenderam o paradoxo?
As empresas usam IA para contratar mais rápido e com menos custo.
Os candidatos usam IA para aparecer em mais processos.
Os recrutadores usam IA para identificar os CVs que são IA.
E quando rola uma abençoada entrevista, quem a conduz é uma IA.
Quando tudo vira automação, é o lado humano que vai destoar.
Quem diz é o próprio CEO do LinkedIn, Ryan Roslansky.
No recém-lançado livro "Open To Work", ele destaca cinco habilidades que a IA não irá substituir.
São os cinco "C": curiosidade, coragem, criatividade, compaixão e comunicação.
Em outras palavras: o que funciona continua sendo o que sempre funcionou.
Conhecer pessoas, ser recomendado, construir reputação antes de precisar dela?
O próprio LinkedIn atesta isso, quando cita que 93% dos recrutadores afirmam que indicações são importantes porque vêm acompanhadas de uma recomendação confiável.
A diferença é que nunca foi tão difícil para quem não tem essa rede.
Para quem está começando. Para quem mudou de área.
Para quem voltou ao mercado depois de anos fora.
A pergunta que fica: num processo seletivo onde robôs filtram currículos feitos por robôs para vagas que talvez não existam?
O que estamos realmente selecionando?
Opinião
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
3 horas atrás
5
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/y/I/jCu7ZORxAJOXXnmXbGkg/tt-instagram-05.jpg)




:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/o/u/v2hqAIQhAxupABJOskKg/1-captura-de-tela-2024-07-19-185812-39009722.png)








Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro