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Nvidia anuncia superchip para abrigar uma "IA local" no seu computador

Na prática, isso transforma as máquinas em estações autônomas onde os agentes de IA operam integrados diretamente ao sistema do usuário por 24 horas. O computador deixa de ser um mero intermediário passivo de cliques e programas para executar os objetivos finais ditados pelo usuário.

A eficiência energética e o desempenho térmico da nova arquitetura também impressionam no uso cotidiano. O chip permite que notebooks ultra-finos, de apenas 14 milímetros de espessura e cerca de 1,36 kg, rodem jogos de última geração em resolução 1440p a mais de 100 quadros por segundo sem sofrer perdas por superaquecimento (throttling), mesmo operando fora da tomada.

A novidade terá de forma nativa softwares pensados para criação de conteúdo, como Photoshop e Premiere, da Adobe, CapCut, DaVinci Resolve, Cinema4D e Redshift, da Maxon Topaz Photo, Cubase, Bitwig Studio e Affinity by Canva.

Essa movimentação posiciona a Nvidia em rota de colisão com o Apple Silicon e os chips Snapdragon X da Qualcomm. Contudo, a gigante dos gráficos entra na disputa respaldada por seu ecossistema nativo CUDA, que já dita os padrões da indústria de IA. Para contornar gargalos do ambiente Windows, a Microsoft já trabalha na otimização do emulador Prism para garantir compatibilidade plena com softwares antigos.

Em contrapartida, as marcas tradicionais demonstram cautela. Executivos da Intel minimizaram o impacto imediato, apostando no histórico de barreiras de compatibilidade enfrentadas pelo Windows em chips ARM. O preço inicial também promete ser restritivo, apesar de não ter tido confirmação oficial: as primeiras máquinas de alto desempenho desenvolvidas por parceiras como Dell, Asus, Lenovo e HP devem chegar ao mercado no segundo semestre de 2026 com valores estimados em mais de US$ 3,5 mil (cerca de R$ 17,5 mil, na conversão direta).

Inicialmente, houve ainda temor pela ausência de suporte oficial ao Linux, mantendo o foco inicial estritamente voltado ao ecossistema Windows, mas a própria Microsoft se posicionou e alegou que o suporte a desenvolvedores que dependem de ambientes abertos está garantido por meio de atualizações robustas no Windows Subsystem for Linux (WSL), permitindo que o ecossistema de IA do Linux funcione nativamente e de ponta a ponta sobre o hardware da Nvidia.

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