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O ano mais interrompido da década

Mas ficar apenas na reclamação não resolve.

O calendário é dado. Ele não vai mudar por decisão de nenhum líder, de nenhum conselho. As datas estão postas, as pausas estão marcadas e o jogo precisa ser jogado com as regras que existem, não com as que gostaríamos de ter. A pergunta relevante, então, não é se o calendário atrapalha. Ele atrapalha. A pergunta é: dado que atrapalha, o que separa quem entrega de quem se perde?

Basta olhar para setores que operam 365 dias por ano. Varejo, alimentação, postos de combustível, saúde. Para essas organizações, feriado não é pausa. É pico. Natal, Ano Novo, Carnaval, Dia das Crianças. Enquanto muitos setores desaceleram, esses times estão em campo. E a pergunta que seus líderes se fazem nessas épocas não é se o calendário é justo. É se a gestão está preparada para ele.

Essa distinção importa.

Uma pesquisa recente da Gallup mostra que apenas 32% dos profissionais no mundo estão realmente engajados no trabalho. Isso significa que, mesmo em semanas cheias, sem feriado algum, quase dois terços das pessoas estão presentes de corpo, mas não de intenção. O calendário fragmentado agrava esse cenário, sem dúvida. Mas não o cria. Ele apenas torna visível o que já estava frágil.

Existe uma diferença concreta entre uma equipe que precisa de cinco dias seguidos para entregar e outra que sabe priorizar, decidir e executar mesmo com três. A primeira depende de volume de horas. A segunda depende de clareza de direção. Ambas sentem as interrupções. Mas só uma consegue atravessá-las sem perder desempenho.

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