
Crédito, REUTERS/Kevin Lamarque
16 abril 2026, 13:22 -03
Atualizado Há 2 minutos
Tempo de leitura: 3 min
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (16/4) que líderes de Israel e do Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, com início nas próximas horas.
Em uma publicação na sua rede Truth Social, ele disse que a trégua começará às 17h no horário da Costa Leste dos EUA (18h no horário de Brasília). Ainda não há confirmação por nenhum dos lados.
Ao anunciar o acordo de cessar-fogo, Trump afirmou que conversou tanto com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, quanto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
"Determinei ao vice-presidente JD Vance e ao secretário de Estado Rubio, juntamente com o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan 'Razin' Caine, que trabalhem com Israel e o Líbano para alcançar uma PAZ duradoura", escreveu.
Não há menção, em sua declaração, ao Hezbollah — grupo militante apoiado pelo Irã no Líbano, com o qual Israel tem trocado ataques.
Na terça-feira (14/4), os dois países se reuniram pela primeira vez em 34 anos em Washington. A reunião marcou as primeiras conversas diretas entre os governos desde 1993.
O vice-porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, afirmou em comunicado que a reunião entre os embaixadores dos dois países e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi "histórica" e que espera que o novo engajamento leve a um acordo de paz de longo prazo, mediado por Washington.
Israel e Líbano concordaram em trabalhar para reduzir a influência do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, disse Pigott, e o governo libanês "planeja restabelecer o monopólio da força e pôr fim à influência excessiva do Irã".
Após o anúncio de Trump, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, elogiou o acordo. Ele também disse esperar que o cessar-fogo permita que pessoas deslocadas pelo conflito possam voltar para suas casas.
A embaixadora do Líbano nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad, afirmou que as conversas foram "produtivas".
Em comunicado, ela disse ter defendido a "necessidade urgente de plena implementação" do acordo de cessação das hostilidades firmado em novembro de 2024.
O acordo foi alcançado após 13 meses de confrontos entre Israel e o Hezbollah e previa que o grupo apoiado pelo Irã encerrasse sua presença armada no sul do Líbano em até 60 dias.
Moawad acrescentou que também pediu um cessar-fogo e o retorno das pessoas deslocadas às suas casas.
Ela afirmou ter enfatizado a "plena soberania do Líbano sobre todo o seu território" e pediu medidas para aliviar a "grave crise humanitária" causada pelo conflito.

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