Valadares detalha que a integração dos sistemas públicos, com iniciativas como a Infraestrutura Nacional de Dados (IND) e a Carteira de Identidade Nacional, permite respostas mais rápidas e eficientes à população.
O diretor ressalta que as bases nacionais são um ativo estratégico e que o governo trabalha para usá-las, inclusive para treinar modelos de IA.
As bases de dados nacionais são também um grande ativo que o país tem e nós estamos trabalhando para que elas sejam adequadamente utilizadas e eventualmente treinar modelos e fazer inferência [de IA].
Hugo Valadares
Antes que isso ocorra, conta Valadares, já há exemplos do uso de IA no serviço público, do Judiciário e na Saúde, seja para reduzir fraudes no SUS ou para acelerar o pagamento de reembolso para procedimentos médicos
No Ministério da Saúde, está em desenvolvimento inicial um prontuário médico automático.
Nos tribunais já há IA generativa para acelerar a análise de processos e decisões de juízes.
Apesar dos avanços, o país ainda enfrenta um gargalo na formação de profissionais em IA.
O diretor estima que seria preciso formar cerca de 40 mil especialistas por ano para atender à demanda atual. Segundo ele, o PBIA (Plano Brasileiro de IA) age em duas frentes: por um lado, destina recursos para formar mão de obra qualificada nas universidades, e por outro, requalifica profissionais já formados, como professores da educação básica.
Brasil destina bilhões à IA, mas não entrará na 'Champions League da IA'

O governo federal já investiu parte dos R$ 23 bilhões previstos no PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial), mas não será esse dinheiro que fará o Brasil disputar a dianteira da corrida da IA com China e Estados Unidos, afirma Valadares.
Diante da dupla, que investe centenas de bilhões de dólares, o Brasil precisa jogar conforme suas possibilidades, diz Valadares.
EUA e China estão num patamar de poder tecnológico, não só tecnológico, mas financeiro, que não tem como disputar de igual para igual. Se existe uma Champions League, esses dois disputam sozinhos. Nem a Europa tem essa capacidade. E, se você pensa nessa perspectiva, não adianta falar que amanhã a gente vai competir. Quando você olha o ecossistema de IA por completo, não tem como se comparar com a China, em quantidade de pessoas, engenheiros e computação e o poder de comprar máquinas
Hugo Valadares
Supercomputador para IA no Brasil sai em 2026, afirma Hugo Valadares

O Brasil vai contar com um supercomputador dedicado à inteligência artificial ainda em 2026, diz o diretor do MCTI.
A nossa expectativa é que em 2026 saia o computador e ele esteja em funcionamento ainda esse ano.
Hugo Valadares
O governo federal promete que a infraestrutura esteja entre as cinco mais potentes do mundo e é um dos carros-chefe do PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial). Para concretizá-la foi reservado R$ 1,8 bilhão.
'Há quem defenda que o Brasil apenas importe tecnologia', diz diretor do MCTI

O PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial) mira alto, mas trabalha com um horizonte curto: são pouco mais de quatro anos de ações e metas para inserir o Brasil no mapa da tecnologia das máquinas inteligentes.
Valadares explica que o prazo enxuto do plano reflete o cenário real de recursos disponíveis no atual ciclo de governo. Garantir continuidade, diz, depende de gestões futuras manterem o tema como prioridade.
A partir do momento que a gente lança o plano já é um passo adiante, já é o Brasil olhando assim e falando, 'olha, a gente quer participar desse jogo, de acordo com o que cabe a nossa economia, de acordo com o que cabe dentro do nosso potencial de formação de pessoas'. Mas lembrando o seguinte: o Brasil é a décima economia do mundo, estamos dentro de um jogo global de tecnologia, temos um ecossistema de formação de pessoas muito importante, formamos excelentes mestres, doutores, e temos muitas boas universidades no Brasil, programas de pós-graduação pungentes e relevantes. A gente entra nesse jogo pra disputar onde nos cabe.
Hugo Valadares
DEU TILT
Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do UOL e nas plataformas de áudio. Assista ao episódio da semana completo.


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