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O que colapso do regime Maduro significa para a economia brasileira

Inflação deve ser monitorada. Segundo o economista da PUCSP, se perdurar a alta do petróleo e de outros ativos financeiros, como o dólar, há risco de que parte desse movimento contamine os índices de preços. Nesse cenário, o Banco Central brasileiro pode optar por aguardar mais antes de comçeçar a cortar da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano. Isso pode contraria a expectativa predominante entre os agentes de mercado, até o fim de 2025, de que o afrouxamento monetário poderia começar entre março e julho deste ano.

Conflitos militares tendem elevar incerteza global. Por isso, segundo profissionais de mercado financeiro, há expectativa de que ocorra, no primeiro momento, alguma saída de capital de ativos de risco, em especial de Bolsas localizadas fora do eixo Nova York-Londres.

É de se esperar no curto prazo valorização de ativos de proteção, como ouro e dólar, e aumento da volatilidade em Bolsas emergentes. Francislei Neves Souza, economista da Eurotrader

Venezuela é apenas o 52º comprador das exportações brasileiras. Entre janeiro e novembro deste ano, as exportações brasileiras para a Venezuela somaram US$ 751 milhões, queda de 32% ante igual período de 2024, passando a representar apenas 0,24% das vendas brasileiras ao exterior. Já as importações recuaram 23%, para US$ 314 milhões, ou 0,12% das compras do Brasil do país vizinho.

Corrente de comércio diminuiu 30%, para US$ 1,1 bilhão em 2025 ante 2024. Para comparar, em 2016, a corrente era de US$ 3,7 bilhões, sendo US$ US$ 3 bilhões em vendas brasileiras. Por conta dessa corrente comercial atualmente baixa, o impacto imediato do evento na Venezuela sobre economia brasileira tende a ser mínimo. Segundo projeções recentes do Bradesco BBI, a balança comercial brasileira com os venezuelanos tem peso inferior a 0,03% no PIB (Produto Interno Bruto).

Enfraquecimento da economia venezuelana nos últimos ano limita impacto do evento sobre Brasil. Segundo o economista e professor de Geopolítica da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo), Paulo Feldmann, embora a população venezuelana some perto de 28 milhões de pessoas, o mercado interno perdeu espaço no comércio global por causa da queda do PIB renda per capita, que recuou de US$ 13,6 mil para US$ 4,2 mil desde 2010.

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