Segundo ordem executiva assinada no sábado (7) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o país contará com uma parceria com 16 países da América Latina e "treinará e mobilizará" os Exércitos desses países para combater esses grupos.
O governo Trump não detalhou, no entanto, o que quis dizer por "treinar e mobilizar" militares dos países latino-americanos no combate aos cartéis.
A ordem executiva diz ainda que os países parceiros dos EUA "devem manter ameaças externas afastadas, incluindo influências estrangeiras malignas vindas de fora do Hemisfério Ocidental", uma possível referência à China. O governo Trump já disse anteriormente que busca eliminar a presença chinesa no continente.
Veja abaixo quais são os 17 países signatários da "Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis":
- Argentina;
- Bahamas;
- Belize;
- Bolívia;
- Costa Rica;
- El Salvador;
- Equador;
- Estados Unidos;
- Guatemala;
- Guiana;
- Honduras;
- Jamaica;
- Panamá;
- Paraguai;
- Peru;
- República Dominicana;
- Trinidad e Tobago.
O presidente dos EUA, Donald Trump, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
O governo Trump tem intensificado sua investida contra cartéis. Nas últimas semanas, indícios de cooperação dos EUA com países latino-americanos já começaram a aparecer.
No México, que não é signatário da nova coalizão, uma operação do Exército mexicano em fevereiro que resultou na morte de El Mencho, um dos narcotraficantes mais procurados do mundo, teve contribuição dos EUA com inteligência militar. O governo Sheinbaum assegurou, no entanto, que a investida foi realizada inteiramente pelas Forças Armadas do país.
Na semana passada, o Exército equatoriano bombardeou acampamentos do grupo Comandos de la Frontera, ligado a dissidências das Farc, e os EUA tiveram participação. O Pentágono confirmou que apoiou "ações cinéticas letais" no país sul-americano por ordem do secretário de Guerra, Pete Hegseth.
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Isso porque a classificação abriria caminho para eventuais ações militares contra os grupos dentro do território brasileiro, mesmo sem a aprovação de Brasília.
O presidente Lula planeja uma viagem a Washington D.C. para se encontrar com Trump, e o tema deve estar na pauta da reunião. A data do encontro ainda está em negociação.

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3 horas atrás
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