3 horas atrás 3

O que Elon Musk quer com data center no espaço e carro que dirige sozinho?

Você tem toda uma parte do desenvolvimento tecnológico, da tecnologia que o Elon Musk quer colocar no Tesla, que não necessariamente usa o Lidar, que seria uma tecnologia que alguns engenheiros colocam como mais segura, porque ele consegue mapear todo o ambiente. A Tesla, para reduzir custos, trazer uma tecnologia mais inovadora, quer trabalhar com câmeras. Então, alguns engenheiros colocam isso como um grande desafio de fazer realmente acontecer.
Diogo Cortiz

Cortiz explica que, além do desafio de fazer a tecnologia funcionar, há um obstáculo básico: as regras mudam de país para país. Helton lembra que, no Brasil, um carro não pode trafegar sem alguém sentado no banco do motorista e com as mãos no volante. Os planos de Musk também podem sofrer com a competição ou esbarrar no protecionismo.

Você tem toda uma questão regulatória que você precisa adaptar em diferentes lugares do mundo só para permitir que o carro rode. Sem contar que isso pode levar também a um protecionismo. Por exemplo, a China vem barrando as licenças da Tesla para ajudar a sua indústria local.
Diogo Cortiz

A China é o maior mercado do mundo e crucial para qualquer empresa que queira atingir escala global. Enfrentar barreiras para testar e operar carros autônomos por lá é mau negócio para a Tesla.

A pressão não vem só das regras: o mercado de carros elétricos ficou mais disputado, tanto que a BYD acaba de ultrapassar a Tesla em vendas.

Na corrida espacial, a SpaceX aparece como referência, mas "cada vez menos sozinha". Helton ressalta que colocar satélites em órbita na escala desejada por Musk não é trivial e que a quantidade existente operada pela Starlink já gera incômodo em parte da comunidade científica.

Continua após a publicidade

Colocar um milhão de satélites na órbita terrestre não é uma coisa trivial do ponto de vista da engenharia e já é algo que extrapola muito do que vários astrônomos gostariam para fins de descoberta científica do espaço. Hoje em dia, o Musk tem mais ou menos entre 8 e 10 mil satélites ativos e muita gente já vê isso atrapalhar a observação espacial.
Helton Simões Gomes

Já levar data centers para o espaço ataca um gargalo para lá de terrestre: o consumo de água e energia por estruturas que sustentam a computação e, em especial, a inteligência artificial. A promessa é usar energia solar e o resfriamento fora da Terra. Dessa forma, Musk volta a dar as mãos aos ambientalistas.

Cortiz faz o contraponto: ele vê um "bilionário tentando achar a cura para um problema que ele mesmo causa", já que a expansão de data centers é uma demanda das próprias big techs. E pondera que ainda há barreiras técnicas e dúvidas sobre escala e efeitos colaterais dos satélites espaciais.

Para Helton, o pano de fundo não é só um modelo de negócio, mas um modelo de futuro. Musk tenta replicar a verticalização típica das big techs, só que em áreas ainda limítrofes e com menos regras, como robôs, satélites, IA e carros autônomos.

'Império de Musk': Elon leva a fama, mas divide aposta espacial com Google

Continua após a publicidade

Elon Musk começou a unir várias de suas empresas. Mas, apesar de parecer dono absoluto de tudo o que carrega seu nome, ele está longe de ser o único dono do império que começa a ser construído.

No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam a quem pertence o "Império do Musk" e por que, mesmo sem maioria, ele segue como o elo que conecta as empresas.

Ele veste tanto a camisa que a gente acha que as empresas dele são dele, ou seja, que ele tem todas as ações. Mas não é bem assim. A Tesla vale mais ou menos US$ 1,5 trilhão, e ele é dono de mais ou menos 12% da empresa. A SpaceX acabou de anunciar uma fusão com a xAI. Ele é dono de 42% da SpaceX e de 49% da xAI. Ou seja, tem outros donos ocultos dentro do império do Musk.
Helton Simões Gomes

Por que as deepfakes destroem a realidade como a conhecemos?

Basta uma foto, um prompt e má intenção. O que antes exigia conhecimento técnico avançado agora está no bolso de qualquer pessoa. Deepfakes deixaram de ser coisa de laboratório e viraram ferramenta popular dentro dos principais chatbots. Nos últimos meses, esse debate explodiu por causa do xAI e do Grok, ferramenta ligada ao X, que passou a permitir a criação de deepfakes e até deepnudes envolvendo mulheres e crianças.

Continua após a publicidade

O caso gerou reação de autoridades no mundo inteiro, e no Brasil também. Aqui, figuras públicas como Drauzio Varella e Pedro Bial denunciaram o uso indevido de suas imagens para vender produtos falsos. O Ministério Público Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados passaram a pressionar o X com base no Marco Civil da Internet, no Código de Defesa do Consumidor e na LGPD.

Enquanto isso, as Big Techs dizem que estão criando soluções como marcas d'água invisíveis e metadados para identificar conteúdo gerado por IA, mas talvez elas não sejam suficientes para barrar esse tipo de conteúdo que não vai sumir do dia para a noite

Japão vira 'terceira via' na guerra dos chips entre EUA e China

A TSMC, maior fabricante de chips do mundo, começou a construir sua segunda planta no Japão, com planos de produzir chips de 3 nanômetros, hoje o "estado da arte" dos semicondutores.

No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam quais os efeitos o movimento traz para a disputa entre Estados Unidos e China e por que o Japão foi se envolver nesse vespeiro.

Continua após a publicidade

Taiwan é onde a TSMC concentra a fabricação mais avançada de chips. A ilha, no entanto, virou peça central no tabuleiro geopolítico da tecnologia, é pressionada, de um lado, pela China, que acena com a possibilidade de exercer controle sobre o território, e, de outro, pelos EUA, que tenta assegurar a produção de semicondutores para suas empresas. O Japão entra no jogo como uma espécie de terceira via para a TSMC por três motivos.

DEU TILT

Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do UOL e nas plataformas de áudio. Assista ao episódio da semana completo.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro