Segundo o secretário de Guerra do governo Trump, Pete Hegseth, o país possui um "estoque ilimitado" de bombas de gravidade e vai usá-las em breve contra o Irã.
Infográfico - o que são bombas gravitacionais de precisão — Foto: Editoria de Arte/g1
Mas, afinal, o que são bombas de gravidade?
As bombas de gravidade são aquelas lançadas de aviões bombardeiros em direção a alvos específicos, explica o professor de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, Vitelio Brustolin. Esses artefatos dependem da gravidade e da velocidade do avião que a lançou para chegar ao destino.
Normalmente, essas bombas têm como alvo pontos-chave do inimigo, como:
- veículos;
- depósitos de armas;
- edifícios de comando e controle;
- bunkers e depósitos subterrâneos.
O equipamento é considerado um tipo "mais simples" de bomba pelo fato de o gatilho de detonação ser o próprio despejo da bomba pelo avião -- o primeiro formato de bombardeio criado na história. Apesar de "simples", isso não quer dizer que não há tecnologias avançadas em sua produção ou uso.
Alta precisão: tecnologia direciona a bomba
As bombas gravitacionais foram usadas nos ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a 2ª Guerra Mundial.
De lá para cá, foi desenvolvida a tecnologia capaz de direcionar a bomba até o alvo enquanto ela estiver no ar após ser lançada do avião -- daí o nome bomba gravitacional de precisão.
Esse modelo de artefato foi usado contra Irã no ano passado, quando uma MOP GBU-57 A/B foi lançada nas instalações nucleares em Fordo, na cidade de Qom (relembre aqui).
Para o uso desse tipo de bomba, um fator é determinante: invadir o espaço aéreo inimigo sem que o avião seja alvo de mísseis ou acabe abatido.
Não houve alteração no modo de "gatilho" desse tipo de bomba ao longo da história. Vitélio diz que para lançá-la de um veículo, por exemplo, seria necessário um sistema de propulsão com gasto de muito combustível sólido capaz de mover bombas tão pesadas -- além de interferir na velocidade da bomba e, consequentemente, diminuir o impacto para atingir e penetrar o solo.
Irã: equipes de resgate retiram corpos dos escombros após um ataque de EUA e Israel a uma escola em Minab. — Foto: West Asia News Agency via Reuters
Ataques do Irã diminuíram, dizem EUA
Passados cinco dias desde o início da guerra, os Estados Unidos projetam que, em até uma semana, conseguirão dominar totalmente os céus do Irã.
Um dos fatores que aponta para isso, segundo o governo Trump, é a diminuição dos mísseis lançados pelo regime iraniano -- para atacar outros países ou para se defender de bombardeios em seu território.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine falam em coletiva de imprensa no Pentágono, em Washington, no dia 22 de junho de 2025 sobre o ataque ao Irã — Foto: Departamento de Defesa dos EUA/Reuters
Segundo o general, os Estados Unidos estão "alvejando e eliminando os sistemas de mísseis balísticos iranianos para evitar que representem uma ameaça" para suas forças, seus aliados e seus interesses na região.
Já os ataques com drones de uso único "caíram 73% em relação aos primeiros dias", acrescentou.

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