Paulo Sérgio Neves de Souza virou consultor de Vorcaro. À época dos fatos apurados, Paulo Sérgio ocupava o cargo de chefe-adjunto do Desup (Departamento de Supervisão Bancária) do Banco Central. Em mensagens anexadas aos autos, ele aparece orientando o banqueiro sobre envio de documento ao BC e dizendo como ele deveria se portar em reuniões com autoridades.
Em uma das conversas citadas pela PF, servidor chega a revisar documentos que seriam enviados pelo Master ao próprio BC. Na decisão, o ministro do STF destaca que Paulo Sérgio "passou a atuar informalmente em favor dos interesses da instituição financeira submetida à supervisão da própria autarquia com a qual mantinha vínculo funcional".
Servidor orientou banqueiro sobre conteúdo de documentos a serem enviados ao BC. Nas trocas de mensagens, Vorcaro pede a Paulo Sérgio que analise uma minuta de ofício que seria enviada pelo Banco Master ao próprio departamento do BC em que o servidor exercia a função de chefe-adjunto. Em seguida, o funcionário do BC responde à mensagem com várias sugestões de alteração no referido documento.
Belline Santana também orientou Vorcaro por WhatsApp. O então chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC repetia a dinâmica de Paulo Sérgio, segundo a PF. Ele fornecia opiniões sobre documentos e estratégias regulatórias do Banco Master. Nas mensagens de Whatsapp trocadas com Daniel Vorcaro, ele aparecia como consultor do banqueiro em relação a temas do Banco Central.
Servidor foi envolvido em contratos simulados para justificar pagamentos ilícitos. Na decisão em que determina as penas do servidor, o STF cita que, no âmbito das tratativas envolvendo Belline Santana, foi identificado que Fabiano Campos Zettel — cunhado de Vorcaro, que também é alvo de prisão preventiva — "participou da elaboração da proposta e encaminhamento de contratação simulada, estruturada para formalizar vínculo contratual fictício por meio da empresa Varajo Consultoria Empresaria Sociedade Uniopessoal Ltda", mostra o documento.
Investigação aponta para engrenagem de corrupção. Na decisão que determina a suspensão funcional, a entrega de passaportes e o monitoramento eletrônico dos dois servidores do Banco Central, o ministro André Mendonça destaca trechos da investigação que revelam que tanto Paulo Sérgio quanto Belline atuavam como peças-chave no núcleo de corrupção institucional do Master. Eles forneciam suporte estratégico e regulatório a Vorcaro, ajudando a blindar o Banco Master de questionamentos oficiais e dando aparência de legalidade a operações suspeitas.

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