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O que significa o fim da criptografia de nos chats do Instagram

Na prática, a mudança altera quem consegue acessar o conteúdo das conversas. A criptografia de ponta a ponta é uma técnica que embaralha a mensagem para que só os aparelhos de quem envia e de quem recebe consigam ler, sem acesso pela plataforma que transporta o texto. As mensagens são protegidas, mas a Meta detém as chaves de acesso. Logo, a empresa poderá acessá-las (ler, processar e armazenar) para cumprir ordens judiciais ou para moderação humana ou análise de sistemas automatizados.

A Meta já usa criptografia de ponta a ponta por padrão no WhatsApp e também adotou a tecnologia no Facebook Messenger em mensagens pessoais. Um porta-voz da empresa sugere que quem quiser ter conversas protegidas utilize o WhatsApp.

Em comunicado, a companhia afirmou que os usuários afetados receberão instruções para baixar mídias e mensagens.

Privacidade, anúncios e segurança de crianças

Sem a criptografia, as mensagens passam a se encaixar de forma mais direta no conjunto de dados que a Meta admite coletar. A política de privacidade da empresa lista o conteúdo de mensagens enviadas e recebidas entre os dados coletados, o que, em tese, pode ser usado para personalizar recursos, treinar modelos de inteligência artificial (IA) e direcionar publicidade.

A mudança também ocorre em meio à pressão de autoridades e entidades de proteção infantil, que veem a criptografia como um obstáculo à detecção de abuso. O debate ganhou força em casos como a ação do procurador-geral do Novo México nos EUA, Raúl Torrez, que alegou que a empresa sabia que a criptografia dificultaria detectar e reportar exploração sexual infantil; em março, um júri considerou a Meta responsável e fixou US$ 375 milhões em penalidades civis.

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