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Obstrução da Câmara por anistia deve ser derrubada para votar hoje projeto da reciprocidade

A obstrução deve ser ‘atropelada’, como disseram parlamentares da basal e da oposição ao blog.

O que os une é o argumento de que a reciprocidade é pauta de país, não de governo, portanto não poderia ter lado ou viés.

Empresários de vários setores também estão conversando com o parlamento sobre a pressão que esse tarifaço pode fazer sobre a nossa economia e, inclusive, sobre a inflação – que já alta, fez Lula perder a popularidade e aumentou a insatisfação da sociedade com o governo.

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Além disso, a Câmara também vê a reciprocidade como uma pauta que pode sinalizar que o parlamento não vive só da polarização PT e PL.

Para discurso político, esse é uma abordagem vista como oportuna. Hugo Motta (Republicanos-PB) já disse a aliados que quer fazer uma gestão mais ao centro, e quer passar o recado de que não se deixa intimidar nem se pressionar por pautas ideológicas que atendem única e exclusivamente um agrupamento político.

É uma limpeza de imagem de seu discurso anterior – e recente. Em fevereiro, Hugo Motta diz que os ataques de 8 de janeiro não foram tentativa de golpe e que Câmara poderia analisar anistia.

Motta disse isso em entrevista a uma rádio de João Pessoa, reconhecendo a gravidade da depredação das sedes dos Três Poderes. Mas, segundo ele, não houve uma coordenação política por trás.

O jogo virou porque a entrevista desgastou Motta, o STF avançou nas condenações golpistas, Bolsonaro virou réu e a política em peso é contra a anistia.

Base, Centrão e a direita não vão se desgastar defendendo essa pauta porque ela não traz voto e ainda só traz benefícios a um nicho: Bolsonaro e um grupo de radicais.

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