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Oito estudantes detidas após incêndio que matou 16 alunas em internato no Quênia

Polícia investiga as causas do fogo que destruiu dormitório de escola feminina no Quênia, deixou 79 feridos e atingiu instituição frequentada majoritariamente por filhas de policiais.


  • A polícia do Quênia deteve 8 alunas nesta sexta-feira, dia 29, sob acusação de incendiar o dormitório da Escola Feminina Utumishi, na cidade de Gilgil.

  • O fogo ocorreu na última quinta-feira, dia 28, deixando 79 pessoas feridas no colégio de 800 estudantes. Detetives interrogam alunos para apurar as causas da tragédia.

  • A instituição pública fica a 120 quilômetros de Nairóbi e é administrada pela polícia local. Muitas das jovens matriculadas no internato são filhas de policiais.

Vítima de incêndio é retirada de uma aeronave da Força Aérea do Quênia no Hospital St. Joseph, após um incêndio na Escola Feminina Utumishi — Foto: Patrick Ngugi / AP

Oito alunas de um internato feminino no Quênia foram detidas nesta sexta-feira (29), acusadas de provocar o incêndio que matou 16 colegas na cidade de Gilgil, anunciou a polícia.

"Os investigadores continuam ouvindo depoimentos e analisando todas as evidências disponíveis para reconstituir o desenrolar dos acontecimentos, estabelecer todas as circunstâncias do ocorrido e determinar a motivação", explica a polícia queniana em um comunicado.

O incêndio aconteceu na última quinta-feira (28) e devastou o dormitório do internado deixando 79 pessoas feridas. O incidente ocorreu na Escola Feminina Utumishi, que tem mais de 800 alunas.

Os detetives estavam interrogando os alunos para determinar se alguma irregularidade provocou o incêndio.

Bernard Omwandho, representante da associação de pais, pediu calma a outros pais.

“A maioria dos pais que ainda estão aqui são aqueles cujas filhas estão sendo interrogadas”, disse ele, acrescentando que esperava que os interrogados “pudessem pelo menos esclarecer ou nos dar alguma pista sobre o que realmente aconteceu”.

A escola está localizada a cerca de 120 quilômetros (75 milhas) a noroeste da capital, Nairóbi. A escola secundária, de propriedade do governo, é administrada e patrocinada pelo Serviço de Polícia do Quênia. Muitas das alunas são filhas de policiais.

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