Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23), o ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, revelou que os militares morreram em ataques em Jalisco, estado onde nasceu o cartel comandado pelo narcotraficante, o Jalisco Nova Geração.
O secretário de Segurança e Proteção Cidadã do México , Omar García Harfuch, discursa durante uma coletiva de imprensa sobre a onda de violência no México — Foto: REUTERS/Raquel Cunha
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população. Afirmou que espera que os voos de e para Puerto Vallerta sejam retomados até esta terça-feira (24), e que já não há mais bloqueios nas estradas do país - neste domingo, 229 foram registrados.
Uma vista de carros queimados, alegadamente incendiados por grupos do crime organizado em resposta a uma operação para prender um alvo de segurança de alta prioridade, em uma rodovia próxima a Acatlán de Juárez, no estado de Jalisco, México, em 22 de fevereiro de 2026. O exército mexicano anunciou que matou o poderoso chefão do narcotráfico Nemesio “El Mencho” Oseguera em uma operação que desencadeou uma onda de violência em várias partes do país em 22 de fevereiro de 2026. — Foto: ULISES RUIZ / AFP
Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis de drogas. Os EUA ajudaram a ação militar mexicana neste domingo.
De acordo com Sheinbaum, um grupo de trabalho agora investiga a lavagem de dinheiro feito para os cartéis de drogas.

Narcotraficante mais procurado do México é morto em operação militar
Ex-policial, El Mencho comandava há anos um dos cartéis mais influentes do México, o Jalisco Nueva Generación (CJNG), e era considerado uma das figuras mais violentas do crime organizado.
Segundo o Ministério da Defesa mexicano, ele morreu ao amanhecer de domingo na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco, na região centro-oeste do país.
Ele sofreu ferimentos graves durante a operação e não resistiu enquanto era transferido de avião para a Cidade do México, afirmou o órgão em nota oficial. Vários outros membros do CJNG morreram na ação.
El Mencho — Foto: Reuters
O Ministério da Defesa também informou que vários veículos blindados e armas — incluindo lançadores de foguetes — foram apreendidos durante a operação. Além disso, três membros do exército ficaram feridos e foram levados para hospitais na Cidade do México.
Sob o comando de El Mencho, o cartel se expandiu rapidamente na última década, dedicando-se à produção e venda de drogas, além da extorsão de empresas locais.
O grupo ganhou notoriedade por ataques ousados às forças de segurança e por espalhar medo em comunidades de diferentes regiões do país.
Em poucos anos, o cartel ampliou sua atuação em outros países e tornou-se rival do Cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, que cumpre pena nos Estados Unidos.
Os EUA já chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho.
EUA chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho. — Foto: Departamento de Justiça dos EUA
Após notícias sobre a morte do narcotraficante, foram registrados incêndios de veículos e bloqueios de estradas em Jalisco, no oeste do México.
A presidente do país, Claudia Sheinbaum Pardo, afirmou, em publicação no X, que "há total coordenação com os governos de todos os estados" e pediu calma à população.
O governador Pablo Lemus Navarro afirmou mais cedo que uma operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região e em outras áreas de Jalisco. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando ações das autoridades.
O governo dos EUA comemorou a morte do narcotraficante. Christopher Landau, subsecretário de Estado, classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”.
O Departamento de Estado dos EUA emitiu ainda um alerta para que cidadãos americanos permaneçam abrigados nos estados de Jalisco, Tamaulipas, e em áreas dos estados de Michoacán, Guerrero e Nuevo León.
A Embaixada do México em Washington também se manifestou. Em publicação nas redes sociais, o consulado afirmou que os EUA forneceram informações para a operação militar que resultou na morte de El Mencho.
Cidades mexicanas vivem onda de violência após morte de 'El Mencho', chefe do cartel CJNG — Foto: AP, AFP, Reuters

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