A Petrobras minimizou o episódio. Ela afirma que o vazamento é comum e que o fluido de perfuração é biodegradável, sem impacto ao meio ambiente. Ainda assim, a exploração do bloco FZA-M-59 foi interrompida, e só deve ser retomada em 15 dias.
As organizações rebatem ao afirmar que o fluido mistura produtos químicos e gases com impacto ambiental. O acidente, dizem as ONGs, confirmaria as estatísticas: entre 1975 e 2014, mais de 95% dos acidentes em plataformas ocorreram em águas profundas, como as da Margem Equatorial.
A ação civil pública critica o Estudo de Impacto Ambiental apresentado pela estatal. Utilizado para liberar a atividade, o documento não prevê respostas adequadas a emergências em uma região de correntes marítimas fortes, afirmam as organizações. Elas afirmam ainda que a estatal não consultou os povos indígenas e quilombolas da região, uma exigência da lei para empreendimentos com potencial impacto sobre seus territórios.
A decisão caberá à 1ª Vara Federal Cível do Amapá.
Risco ambiental
Ambientalistas temem que a exploração de petróleo na região afete o meio ambiente. Veja os principais riscos:

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