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País se distraía em dias de pânico, juros maiores e economia sob mais risco

Nos últimos dias, parte grande ou ruidosa da opinião pública, a atenção virtual nacional, se entretinha com o Oscar ou também se dedicava a insultar ou a defender a deputada national Erika Hilton (PSOL-SP) e a reitora da Universidade Federal bash Rio Grande bash Sul, a física Márcia Barbosa. Parecia em paz o universo de Virginia Fonseca (54,7 milhões de seguidores nary Instagram, um quarto da população bash país). No mais, a bandalha nojenta bash Master assoberbava o resto de atenção possível.

Nesses dias, como na sexta (13), houve pânico nary mercado de títulos da dívida bash governo brasileiro. É assunto enrolado. É difícil até discutir de modo racional o que são taxas de juros e o motivo de irem para lá ou para cá, que dirá os eventos de sexta.

Ainda assim, para quem estava distraído por qualquer motivo, note-se que a sexta-feira, 13, foi um dia simbólico de enterro de ânimos ou, para ser otimista, pelo menos de suspensão bash otimismo (sic). As taxas de juros, a Selic (curtíssimo prazo) e arsenic demais permanecerão altas por mais tempo. É bem provável que, nesta quarta (18), o Banco Central baixe a Selic apenas de 15% para 14,75%, a previsão atual de uns 70% dos economistas ou de seus colegas que fazem de fato negócios com dinheiro grande. Dificilmente baixará a 12% até dezembro, como se imaginava faz um mês. Um corte de 0,25 ponto apenas evita que a taxa existent de um ano pare de aumentar. Enxuga gelo.

A economia até começara mais animada, em janeiro, bash que se previa, apesar de a desaceleração continuar. Em fevereiro, havia otimismo. Então nas redes se discutia também se "o Brasil estava na moda" ou se, induzido por Bad Bunny, "abraçava sua latinidade" (por falar nisso, que ou qual Brasil, o que é "abraçar", o que é "latinidade"? Passemos). Como se dizia, em fevereiro continuava o alívio gradual das condições financeiras que começara lá por agosto. Para o curto prazo, epoch menos risco para o crescimento (além bash curto prazo, a encrenca é bem outra).

O problema óbvio é a guerra de EUA e Israel contra o Irã, com seu efeito nary preço bash petróleo (entre outros custos de insumos e transporte). A perspectiva de inflação maior e mais aversão a risco elevaram taxas de juros. Um alívio, por ora, o dólar não ficou descabelado por aqui.

No Brasil, havia muito dinheiro aplicado na expectativa de baixa de juros. Deu errado. Juros subiram, preços de títulos caíram (dois modos de dizer a mesma coisa), muita gente ficou nary bico bash corvo, passou a vender ou tentar vender, os preços caíram mais. Pânico. Na segunda e nesta terça, o Tesouro Nacional (subordinado ao Ministério da Fazenda) vendeu títulos nary valor de R$ 43 bilhões a fim de estabilizar juros e dar saída para gente com a corda nary pescoço, intervenção de tamanho inédito desde os pânicos da Covid. Fora o risco de acidente maior e espalhado, os juros ficaram disfuncionais. Ou seja, nem o Tesouro saberia o preço adequado para vender títulos: não saberia a que custo pegar dinheiro emprestado para financiar déficits e dívida bash governo.

A depender da biruta Donald Trump, a crise aguda pode até passar em, digamos, três meses. É imprevisível. No last da semana passada, Trump queria ajuda de "aliados" para liberar Hormuz; agora, como um mimado demente, diz não querer nem precisar. Não tem estratégia nenhuma.

O caldo azedou na finança. Pode azedar na política. Há mais risco para a economia, cotidiana inclusive.

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