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Países da União Europeia dão sinal verde para acordo comercial com Mercosul

Embora a assinatura ocorra no Paraguai, o acordo não entrará imediatamente em vigor. Isso porque do lado europeu ainda é necessário o aval do Parlamento Europeu, que deverá pronunciar-se em um prazo de várias semanas. E este resultado se apresenta incerto, já que cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do acordo.

Comissão Europeia trabalhou pelo acordo. Órgão europeu, que concluiu as negociações há um ano, e países com peso político, como a Alemanha e a Espanha, atuaram para sua aprovação. Segundo esse grupo, a parceria com o Mercosul é uma parte vital do esforço da UE para abrir novos mercados. O texto alcançado até agora, argumentam, é um meio para compensar as perdas comerciais decorrentes das tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais essenciais.

Opositores ainda tentam vetar acordo. Liderados pela França, o maior produtor agrícola da União Europeia, países contrários ao texto acertado com o Mercosul afirmam que acordo aumentará as importações de produtos alimentares baratos, incluindo carne bovina, aves e açúcar, prejudicando os produtores nacionais. Os agricultores iniciaram protestos em toda a UE, bloqueando estradas francesas na quinta-feira.

O acordo de livre comércio será o maior da União Europeia em termos de redução tarifária, eliminando 4 bilhões de euros em impostos sobre suas exportações. Os países do Mercosul têm tarifas altas, como 35% sobre peças automotivas, 28% sobre laticínios e 27% sobre vinhos.

A UE e o Mercosul esperam expandir o comércio de mercadorias divididas igualmente no valor de 111 bilhões de euros em 2024. As exportações da UE são dominadas por maquinário, produtos químicos e equipamentos de transporte, enquanto as do Mercosul se concentram em produtos agrícolas, minerais, celulose e papel.

Concessões em busca de acordo

Para convencer os opositores em relação ao acordo, a Comissão Europeia implementou instrumentos de salvaguardas que permitem suspender as importações de produtos agrícolas sensíveis. O órgão reforçou os controles de importação, principalmente no que diz respeito aos resíduos de pesticidas, criou um fundo de crise, acelerou o apoio aos agricultores e comprometeu-se a reduzir os direitos de importação sobre os fertilizantes.

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