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Países do Oriente Médio condenam ataques do Irã e pedem que Teerã pare de financiar grupos extremistas

Em reunião, chanceleres de 12 países pediram a interrupção imediata das ofensivas iranianas contra alvos no território de seus países.


Reunião de chanceleres de países do Oriente Médio — Foto: X / Reprodução

Chanceleres de 12 países árabes e islâmicos condenaram os ataques do Irã contra alvos dentro de seu território em uma reunião realizada em Riad, na capital da Arábia Saudita, nesta quinta-feira (19).

Na declaração conjunta divulgada após o encontro desta quinta, além de exigir a interrupção imediata da ofensiva iraniana contra as nações vizinhas, os ministros pediram também que Teerã interrompa o "apoio, financiamento e armamento de milícias afiliadas em países árabes".

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O encontro reuniu autoridades do Catar, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos.

"Os participantes discutiram os ataques iranianos contra os Estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo, e afirmaram sua condenação e rejeição a esses ataques deliberados com mísseis balísticos e drones, que tiveram como alvo áreas residenciais e infraestrutura civil, incluindo instalações petrolíferas, estações de dessalinização de água, aeroportos, complexos residenciais e sedes diplomáticas. Os ministros afirmaram que tais ataques não podem ser justificados sob nenhuma alegação ou forma", diz um trecho da declaração.

Até o momento, apesar dos ataques, nenhum dos países que acabou sendo alvo da retaliação iraniana aos EUA devolveu a ofensiva. No comunicado, no entanto, eles reafirmaram seu direito à legítima defesa caso as tensões continuem escalando na região.

"Os ministros exigiram que o Irã cesse imediatamente seus ataques, respeite o direito internacional, o direito internacional humanitário e os princípios de boa vizinhança, como primeiro passo para pôr fim à escalada, alcançar segurança e estabilidade na região e ativar a diplomacia como meio de resolver crises. Afirmaram que o futuro das relações com o Irã depende do respeito à soberania dos Estados", segue a declaração final do encontro, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Catar.
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