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Papa Leão visita antiga cidade romana na Argélia e planta oliveira

Em Annaba, a antiga cidade romana de Hipona, Leão visitou os vestígios do passado histórico da cidade e um centro para idosos pobres administrado por freiras católicas.

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Debaixo de chuva, o papa percorreu o sítio arqueológico romano e plantou uma oliveira, enquanto um coro entoava cantos em latim, amazigh e árabe, inspirados em textos de Santo Agostinho sobre a paz e a fraternidade.

A cidade foi o lar de Agostinho, cujas "Confissões" são uma obra fundamental da tradição cristã.

À tarde, Leão celebrou uma missa na Basílica de Santo Agostinho, na presença de clérigos de toda a África.

Em sua homilia pronunciada em francês, o papa instou os cristãos da Argélia a "dar testemunho do Evangelho, por meio de gestos simples, relações autênticas e um diálogo vivido no dia a dia".

Na basílica, a irmã Rose-Marie de Tauzia, que vive em Argel há 20 anos, disse à AFP sentir-se "imensamente" feliz com a visita do papa, que veio para "anunciar a paz" em um momento "em que tudo é difícil" e "o mundo está em tensão".

Papa Leão XIV (à esquerda) reza durante uma visita ao sítio arqueológico de Hipona, em Annaba — Foto: AFP

Após a missa, Leão XIV disse que a viagem "é para mim um dom particular da providência de Deus" e agradeceu às autoridades por terem "zelado pelo êxito" de sua visita.

O pontífice, membro da ordem agostiniana, se autodenominou "filho" do santo.

Em seu primeiro discurso na Argélia, Leão prestou homenagem às vítimas da guerra de independência da França (1954-1962). Também exortou as autoridades argelinas a "não temerem" uma maior participação pública na vida política e defendeu uma "sociedade civil vibrante, dinâmica e livre".

Desde os protestos pró-democracia de 2019, que exigiam reformas profundas e maior transparência, grupos de defesa dos direitos humanos têm denunciado a erosão das liberdades e o aumento do controle sobre os espaços públicos.

"As autoridades são chamadas não a dominar, mas a servir o povo e promover seu desenvolvimento", declarou o papa.

Após Papa Leão XIV pedir cessar-fogo no Líbano, Trump chamou pontífice de 'fraco'

'Não tenho medo do governo Trump', diz papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA

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A visita de Leão ao país de maioria muçulmana foi ofuscada pelas duras críticas do presidente americano, Donald Trump, que chamou o papa de "fraco" e "terrível", em um ataque pessoal sem precedentes de um presidente americano contra um pontífice.

👉 As críticas contra o papa foram feitas por Trump neste domingo (12) em sua rede social. Ele disse que o Papa Leão XIV é fraco, que sua postura prejudica a Igreja Católica e que não quer "um papa que ache tudo bem o Irã ter uma arma nuclear".

Ela também foi abalada por um duplo atentado suicida ocorrido na segunda-feira (13) na cidade de Blida, a cerca de 40 km de Argel, a capital, onde o papa se encontrava.

As autoridades ainda não fizeram nenhum comentário a respeito. No entanto, uma fonte indicou à AFP que dois homens-bomba se explodiram nessa localidade. Até o momento, não foi informado se o atentado deixou vítimas.

Antes da viagem papal, Trump acusou Leão XIV de "brincar com um país [Irã] que quer uma arma nuclear". "Não sou um grande fã" do pontífice, disse ele.

Apesar das críticas por seus comentários, Trump afirmou que "não há nada pelo que se desculpar" e que o papa "está errado".

"Não tenho medo, nem da administração Trump, nem de proclamar a mensagem do Evangelho em voz alta", declarou o líder da Igreja Católica a bordo do avião papal.

"Acredito que a Igreja tem o dever moral de se manifestar claramente contra a guerra e a favor da paz e da reconciliação", afirmou.

Na noite de segunda-feira, o vice-presidente americano, JD Vance, convertido ao catolicismo, pediu ao Vaticano que se ativesse a "questões morais" e "deixasse o presidente dos Estados Unidos se concentrar em definir a política americana".

O papa partirá da Argélia na quarta-feira para continuar sua viagem por Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

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