Ataques aéreos e ofensivas na fronteira elevam tensão entre os dois países. Cessar-fogo mediado pelo Catar em outubro fica ameaçado.
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A tensão se intensificou após o Afeganistão lançar ofensiva na fronteira, provocando bombardeios paquistaneses em Cabul e outras cidades.
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O Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar militantes do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), responsáveis por ataques em seu território.
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A escalada militar ameaça o cessar-fogo mediado pelo Catar, que já estava fragilizado por episódios esporádicos de violência.
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O porta-voz do Talibã alertou que o Afeganistão retaliará, "atingindo centros-chave e cidades importantes" do Paquistão, se for atacado.

Paquistão e Afeganistão entram em confronto intenso
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou nesta quinta-feira (26) que a “paciência se esgotou” e falou em “guerra aberta” contra o Afeganistão após a nova escalada militar entre os dois países.
▶️ Contexto: A tensão envolve o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), grupo que atua contra o governo do Paquistão. Autoridades do país afirmam que militantes do TTP se escondem no Afeganistão e organizam ataques a partir de lá. O governo afegão nega.
- No fim de semana, o Paquistão realizou bombardeios contra acampamentos de militantes do TTP e do Estado Islâmico em território afegão.
- O Talibã, que governa o Afeganistão, afirmou que daria uma “resposta apropriada e proporcional” aos ataques.
Horas depois, o Paquistão bombardeou Cabul e e outras cidades afegãs, segundo o porta-voz do governo do Afeganistão, Zabihullah Mujahid. Ainda não há relatos sobre vítimas.
Em publicação nas redes sociais, Asif acusou o Talibã de transformar o Afeganistão de abrigar militantes internacionais e de retirar direitos básicos da população, incluindo mulheres. Segundo ele, o Paquistão tentou resolver a situação por meio da diplomacia, mas agora dará “resposta decisiva”.
A troca de ataques coloca em risco o cessar-fogo mediado pelo Catar, que vinha sendo mantido com episódios esporádicos de violência. Rodadas de negociação realizadas em novembro não resultaram em acordo formal.
Ainda nesta quinta, o porta-voz do Talibã disse que, se o Paquistão atacasse Cabul ou grandes cidades, o Afeganistão vai “atingir centros-chave e cidades importantes” do país vizinho. Segundo ele, o grupo não busca ampliar o conflito, mas responderá a ataques.
A ONU pediu que os dois lados protejam civis e busquem solução diplomática para o conflito.
Combatentes do Talibã afegão patrulham perto da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, em outubro de 2025 — Foto: REUTERS/Stringer

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