2 horas atrás 1

PCs ainda mais caros? Tarifa de 100% ameaça peças não produzidas nos EUA

Os Estados Unidos planejam taxar a importação de semicondutores, essenciais para a produção de computadores, em até 100% caso fabricantes estrangeiros não ampliem a produção em solo estadunidense. A advertência foi feita pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, durante o lançamento de uma fábrica da Micron Technology em Nova Iorque na última sexta-feira (16). Na ocasião, Lutnick afirmou que empresas de países como Coreia do Sul e Taiwan têm “duas escolhas: pagar uma tarifa de 100% ou construir nos EUA”.

A declaração gerou preocupação no setor de tecnologia, que teme possíveis aumentos nos componentes de hardware, principalmente nos chips de memória. Vale lembrar que Lutnick é o político que, em setembro de 2025, disse que seria preciso "consertar o Brasil" para que se alinhe às medidas dos Estados Unidos. A seguir, entenda mais sobre o caso e se ele pode afetar preços no comércio brasileiro.

 Samuel Corum/Sipa/Bloomberg Donald Trump e Howard Lutnick — Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

Secretário promete taxação de 100% em peças de PC importadas nos EUA

Para entender os motivos e as consequências da declaração do secretário de Comércio dos EUA sobre a taxação de semicondutores, é preciso compreender como esses componentes são produzidos e chegam ao mercado estadunidense.

Atualmente, boa parte das peças que compõem os computadores vendidos nos Estados Unidos é fabricada fora do país, sobretudo na Ásia. Chips de memória e semicondutores avançados, essenciais para placas de vídeo, servidores e data centers, são produzidos por empresas, sobretudo, da Coreia do Sul e de Taiwan e importados para os EUA.

Esses componentes abastecem desde PCs convencionais até sistemas de alto desempenho usados em inteligência artificial. Inclusive, com o avanço da IA, esse modelo ampliou a dependência dos EUA da importação de semicondutores, usados por companhias como Nvidia, AMD e Intel na montagem de seus produtos finais.

 Reprodução/Bloomberg Howard Lutnick, que ameaçou a taxação de semicondutores asiáticos — Foto: Reprodução/Bloomberg

É nesse contexto que entra a declaração do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Durante o lançamento de uma nova unidade industrial da Micron Technology, ele afirmou que fabricantes estrangeiros teriam duas opções: ampliar a produção em solo estadunidense ou enfrentar tarifas de até 100% sobre semicondutores importados. Com a ameaça, o político planeja incentivar a instalação de fábricas nos Estados Unidos e reduzir a dependência externa em um setor considerado estratégico.

Quais empresas seriam atingidas?

É difícil precisar quais empresas seriam afetadas pela medida, até porque, por enquanto, ela é apenas uma ameaça. Contudo, a mídia internacional aponta que fabricantes asiáticos estariam entre os mais expostos à possível taxação. Entre as empresas citadas pelo site Bloomberg, estão as sul-coreanas Samsung e SK Hynix e a taiwanesa TSMC, que concentram boa parte da produção global de semicondutores usados em servidores e sistemas de inteligência artificial.

No caso das empresas de Taiwan, um acordo recente com os Estados Unidos prevê redução temporária de tarifas para quem investir em fábricas no país. Ao mesmo tempo, entretanto, a possibilidade de impostos mais altos funciona como pressão para que essas companhias ampliem a produção nos EUA.

O consumidor seria impactado?

Mais uma vez, ainda é cedo para prever se os consumidores internacionais e brasileiros seriam impactados pela medida, até porque ela ainda não é oficial. Mesmo assim, o tema preocupa o setor porque os semicondutores são componentes essenciais para produtos de informática, e qualquer aumento de custo nessa etapa costuma impactar o bolso do consumidor final.

A situação chama atenção também porque a demanda por chips ligados à inteligência artificial cresceu rapidamente, especialmente em data centers, enquanto a oferta segue limitada, o que ajuda a explicar, por exemplo, a alta nos valores de memória RAM recentemente.

Logo, taxar a importação desses componentes pode elevar os custos de fabricação e pressionar os preços de produtos de maior desempenho. Pensando no Brasil, mudanças no mercado estadunidense tendem a influenciar os preços globais de componentes. Com isso, itens como placas de vídeo, memórias e notebooks tendem a ser os mais sensíveis nesse cenário.

Conhecemos os PROCESSADORES INTELIGENTES da INTEL!

Conhecemos os PROCESSADORES INTELIGENTES da INTEL!

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro