91% das brasileiras já foram alvo de pelo menos uma tentativa de golpe financeiro online nos últimos dois anos, segundo pesquisa da NordVPN. O estudo ainda aponta que cada mulher recebeu, em média, 15 tentativas de fraude no período analisado, sendo que cinco delas ocorreram direto no WhatsApp.
Os dados mostram que as mulheres estão cada vez mais expostas a golpes digitais sofisticados, especialmente em plataformas de comunicação amplamente utilizadas no dia a dia. A segurança online deixou de ser apenas uma questão técnica e se tornou um tema essencial de proteção pessoal, privacidade e bem-estar”, comenta Marijus Briedis, CTO da NordVPN. Descubra, abaixo, os golpes mais comuns contra mulheres na Internet.
Descubra quais são os principais golpes online contra as mulheres — Foto: Freepik Mulheres são alvo frequente de golpes online
O levantamento da NordVPN revela que a combinação de uso intenso de aplicativos de comunicação e engenharia social contribui para aumentar a exposição feminina a golpes digitais. Por exemplo, 21% das entrevistadas disseram usar o WhatsApp por sete horas ou mais diariamente - o que auxilia a consolidar o aplicativo de mensagens como porta de entrada para a ação fraudulenta dos golpistas.
Vale lembrar que, além dos danos financeiros, as fraudes online também podem afetar o bem-estar emocional das vítimas. Neste sentido, cerca de 19% das mulheres relataram piora no estado psicológico após sofrer um golpe ou tentativa de fraude. O estudo também aponta que 30% das mulheres perderam dinheiro, sendo que 45% tiveram prejuízos de até R$ 250, 26% perderam entre R$ 251 e R$ 750, e outros 26% registraram perdas superiores a R$ 750.
Mulheres são alvo de criminosos digitais frequentemente — Foto: Freepik Golpes mais comuns contra mulheres na Internet
Segundo a pesquisa, os principais tipos de fraude direcionados ao público feminino são:
- Links para páginas falsas de login (43%): Golpistas enviam links parecidos com páginas de serviços populares ou bancos visando roubar senhas e dados pessoais.
- Pedidos falsos de dinheiro (32%): Cibercriminosos se passam por parentes ou amigos das vítimas e pedem transferências urgentes, muitas vezes alegando problemas financeiros ou mudança de número de celular.
- Lojas virtuais fraudulentas (32%): Páginas falsas que oferecem produtos com preços muito baixos para atrair as vítimas a concluírem as compras, que nunca serão entregues.
- Mensagens de falsos bancos ou centros de suporte técnico (31%): Fraudadores fingem ser instituições financeiras ou empresas de tecnologia para acessar dados sensíveis.
- Falsas ofertas de emprego (30%): Propostas de trabalho fraudulentas solicitam pagamentos antecipados ou coleta de dados pessoais.
- Boletos e Pix (26%): Golpistas usam frequentemente boletos adulterados e transferências via Pix para roubar dinheiro das vítimas.
Pesquisa aponta os principais golpes contra as mulheres na Internet — Foto: Arte/TechTudo Como identificar tentativas de golpe
Vários sinais podem indicar que uma mensagem ou oferta é um golpe. Eis os principais:
- Pedidos urgentes de dinheiro, especialmente com histórias dramáticas;
- Links suspeitos enviados por mensagem ou redes sociais;
- Ofertas boas demais para serem verdade, como produtos muito abaixo do preço real;
- Solicitação de senhas ou códigos de verificação;
- Perfis que dizem ser conhecidos, mas usam números novos.
Em caso de dúvida, sempre confirme a informação por outro canal confiável e conhecido, como ligação direta para a pessoa ou empresa envolvida. Por exemplo: se receber uma ligação de um número desconhecido que se diz ser uma pessoa do Banco Santander, desligue imediatamente e entre em contato com o número oficial da instituição.
Veja os principais sinais de fraudes digitais — Foto: Reprodução/Internet Mulheres costumam reagir com mais cautela
Apesar do cenário que mostra fraudes frequentes contra mulheres, elas costumam interagir menos com os criminosos. Por um lado, 40% dos homens admitem responder a golpes, mas apenas 29% das mulheres afirmam ter respondido a uma abordagem golpista, e quase metade (49%) prefere simplesmente ignorar o contato não solicitado. Após reconhecer uma tentativa de fraude, muitas também adotam as seguintes medidas de prevenção:
- 46% avisam o círculo social (familiares e amigos);
- 37% publicam alertas nas redes sociais;
- 32% reportam o caso à plataforma ou ao banco;
- 20% formalizam denúncia à polícia.
Mulheres são mais cautelosas após sofrerem tentativas de fraudes online — Foto: Reprodução / Freepik Ferramentas de proteção ainda são pouco usadas
O levantamento indica que 61% das entrevistadas se sentem seguras ao acessar o WhatsApp, porém, o uso de ferramentas de segurança ainda é limitado: somente 14% das mulheres utilizam autenticação em dois fatores e apenas 22% ativam bloqueios de conversa por PIN ou mensagens temporárias. A NordVPN também analisou dados globais do estudo National Privacy Test, que mede o nível de compreensão sobre cibersegurança e privacidade digital, e mostrou uma pontuação média feminina de 52%, considerando vida digital cotidiana (47%), conscientização sobre privacidade (47%) e capacidade de lidar com riscos digitais (64%).
Porém, os dados oscilam dependendo da situação: 96% das mulheres sabem criar senhas fortes, 94% identificam ofertas suspeitas de serviços de streaming, 92% compreendem quais permissões devem ou não conceder a aplicativos, e 89% entendem como dispositivos podem ser infectados por malware. No entanto, somente 6% sabem proteger adequadamente a rede Wi-Fi doméstica, 5% compreendem plenamente os riscos de privacidade ao utilizar IA no trabalho e 9% entendem quais metadados são coletados por provedores de Internet. Somente 5% das participantes foram classificadas com o nível mais alto de domínio em privacidade digital.
Marijus Briedis, CTO da NordVPN, reforça a importância da educação digital contínua, principalmente neste contexto de contraste entre sensação de segurança e práticas efetivas de proteção. “Os impactos dos golpes digitais não se limitam ao prejuízo financeiro — eles afetam diretamente a confiança, o bem-estar emocional e a sensação de segurança das vítimas. Embora muitas mulheres já adotem comportamentos preventivos, ainda existe uma lacuna importante na utilização de ferramentas técnicas de proteção. Investir em educação digital e incentivar o uso de recursos como autenticação multifator e proteção de dados pessoais são passos essenciais para reduzir riscos e fortalecer a segurança online”, finaliza.
Uso de ferramentas de segurança é fundamental para evitar golpes digitais — Foto: Reprodução/ Pixabay Com informações de NordVPN

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