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Petrobras vai devolver diferença de preço de leilão após crítica de Lula

Leilão foi criticado pelo presidente Lula. Em declarações na semana passada, ele disse que iria anular o leilão e classificou a iniciativa como "cretinice" e "bandidagem". "As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: 'não vamos aumentar o GLP'. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras", afirmou.

Diretor-executivo de Logística foi demitido após as queixas. O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o encerramento antecipado do mandato de Claudio Romeo Schlosser dias após as críticas de Lula. Ele foi substituído por Angélica Laureano, que assumiu o cargo no dia 7 de abril.

Leilão da Petrobras teve ágio acima de 100%. Durante a disputa que durou mais de seis horas, as distribuidoras compraram toda a oferta de 70 mil toneladas de GLP. O total da venda representa cerca de 11% do volume total de gás de cozinha comercializado mensalmente no Brasil.

Aumento de preço mais significativo foi registrado no polo Duque de Caxias. Na oferta em questão, o gás de cozinha subiu de um preço mínimo de R$ 33,37 para R$ 72,77, ágio de 117% em relação ao preço de referência do polo.

Estatal nega eventuais problemas de fornecimento de GLP. A companhia afirmou que a devolução dos recursos do leilão mantém a segurança e a previsibilidade do abastecimento de gás de cozinha aos brasileiros.

Petrobras avalia aderir ao programa de subsídio do governo federal. No mesmo comunicado, a empresa diz avaliar a possibilidade de aderir à MP (Medida Provisória) 1.349, que criou o auxílio para o gás importado. Se a Petrobras aderir ao programa e o gás do leilão for incluído na regra, a companhia vai repassar o valor do subsídio aos clientes.

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