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Petróleo gera desconforto no Copom e ameaça corte de juros, diz economista

Valério disse que o desconforto do Copom vem do fato de o choque do petróleo acontecer justamente quando o comitê se preparava para acelerar a queda da taxa.

Segundo ele, a alta dos combustíveis já deve impactar a inflação desse ano, o que o Copom leva em conta na hora de dosar o corte de juros.

A gente tem visto os dados macro ainda sendo muito impactados, principalmente inflação, pelo choque do petróleo. Isso causa um desconforto e acontece num momento muito inoportuno para o Copom, que eles estavam se preparando para cortar a taxa de juros. E então coloca um pouco essa pressão, principalmente nas expectativas de inflação, que para esse ano já estão disparando.
André Valério

O economista projetou uma inflação de cerca de 5% para 2026 e disse que o Copom olha com atenção para o risco de esse movimento "contaminar" a inflação de 2027.

A gente já está aí com uma expectativa de inflação para o final do ano próxima dos 5% por conta desse impacto no preço dos combustíveis e também o comportamento de preenchimentos. E o Copom bastante preocupado com essa contaminação para a inflação de 2027.
André Valério

O Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta-feira no UOL às 8h, com apresentação de Amanda Klein, antecipando os principais movimentos do mercado financeiro.

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