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Petróleo sobe com guerra no Oriente Médio e pressiona inflação global

Interrupção do fluxo no Estreito de Ormuz elevou a incerteza sobre oferta e transporte de energia. "A verdade é que, neste momento, grande parte do mercado está operando às cegas. Para contextualizar, o estreito normalmente recebe cerca de 25 navios-tanque de petróleo e GNL todos os dias", disse Stephen Innes, da SPI Asset Management, em um comentário.

Fechamento do estreito tirou produção do mercado e aumentou o temor de repasse para preços de combustíveis e fretes. Em pouco mais de uma semana, mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia deixaram de ser produzidos, segundo a consultoria independente Rystad Energy.

Escalada do petróleo também pesou sobre bolsas e ajudou a reforçar o discurso de cautela com a inflação. Na sexta-feira (13), Wall Street aprofundou perdas com o retorno do barril acima de US$ 100, e os principais índices dos EUA fecharam a semana com a terceira queda semanal seguida.

Por que a alta do petróleo mexe com juros e consumo

Energia mais cara tende a pressionar a inflação e a reduzir o espaço para cortes de juros, especialmente nos EUA. Expectativas de inflação mais elevadas complicam os esforços do Federal Reserve para baixar as taxas, e não há previsão de redução na reunião de política monetária desta semana.

Indicadores divulgados antes do salto recente do petróleo já mostravam inflação resistente na economia americana. O Departamento de Comércio informou que os preços ao consumidor subiram 2,8% em janeiro na comparação anual, e que o núcleo (sem alimentos e energia) avançou 3,1%, a maior alta em quase dois anos.

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