PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre e soma R$ 3,3 trilhões
- O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 3,3 trilhões, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE. Os três setores da economia registraram resultado positivo: Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%) e Serviços (0,5%). Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o crescimento foi de 1,8%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres o PIB registrou elevação de 2,0%.
- Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançou 1,0% ante o trimestre anterior e 1,7% na comparação anual, contribuindo como o componente de maior peso para o resultado. A Formação Bruta de Capital Fixo, que mede o investimento, cresceu 3,5% na margem, revertendo a queda de 3,4% do trimestre anterior. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, porém, o investimento recuou 1,4%, pressionado pela queda de 6,3% na produção nacional de bens de capital. No setor externo, as exportações caíram 1,7% ante o quarto trimestre de 2025, mas cresceram 7,4% na base anual, puxadas por petróleo, gás e produtos alimentícios.
- Na indústria, o destaque ficou com a Extrativa Mineral (3,6%) e a Construção (2,9%). Nos Serviços, que respondem por cerca de 70% do PIB, Informação e comunicação (2,4%) e Atividades imobiliárias (1,2%) lideraram o crescimento trimestral. A próxima leitura do PIB, referente ao segundo trimestre de 2026, está prevista para 1º de setembro.
Governo registra superávit em abril, mas dívida avança para 80,4% do PIB
- O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central. O resultado foi bem melhor do que o de abril de 2025, quando o saldo positivo ficou em R$ 14,1 bilhões. O Governo Central concentrou o desempenho, com superávit de R$ 26,1 bilhões, enquanto governos regionais contribuíram com R$ 329 milhões e as empresas estatais ficaram no vermelho, com déficit de R$ 1,8 bilhão.
- Quando se somam os encargos da dívida ao resultado primário, o saldo vira negativo: o governo gastou R$ 84,8 bilhões só em juros em abril, ante R$ 69,7 bilhões no mesmo mês de 2025, pressionados pelo aumento da dívida e pela alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Com isso, o resultado nominal ficou deficitário em R$ 60,1 bilhões no mês. Em doze meses, esse déficit acumulado chega a R$ 1.222,1 bilhões, ou 9,41% do PIB (Produto Interno Bruto).
- A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) atingiu 80,4% do PIB em abril, alta de 0,3 ponto percentual em relação a março, totalizando R$ 10,4 trilhões. No ano, o crescimento é de 1,7 ponto percentual, puxado basicamente pelos juros. Já a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) chegou a 67,4% do PIB, com alta de 0,6 p.p. no mês.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quinta (28):
- Dólar: -0,57%, a R$ 5,032
- B3 (Ibovespa): -0,39%, aos 175.063,41 pontos

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2 semanas atrás
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