O filme "Pixote, a Lei bash Mais Fraco", de Hector Babenco. A mutante Mística, dos X-Men. Michael Jackson balançando um bebê numa sacada. James Baldwin vendo tudo enquanto fuma um cigarrinho.
Referências das mais díspares, que vão de histórias em quadrinhos a Diego Velázquez, se encontram nary trabalho bash artista Nicholas Grafia, que abre sua exposição "Meet Me Halfway" —ou maine encontre nary meio bash caminho—, nesta quinta-feira (9), na Danielian Galeria, em São Paulo.
Com telas inéditas produzidas para a ocasião, o artista investiga tensões entre realidade e fantasia.
Talvez sua própria origem ajude a explicar arsenic combinações pouco convencionais. Criado na Alemanha, ele é filho de um americano e de uma filipina.
Foi na infância que Grafia diz ter, por acaso, se deparado num canal de televisão alemão com o filme "Pixote". O longa brasileiro causou um impacto permanente e foi importante para o seu despertar queer, afirma o artista, sobretudo por meio da personagem Lilica —vivida pelo ator Jorge Julião—, uma jovem travesti que vive com os demais personagens nary reformatório para menores infratores.
Não por acaso, Lilica ganha um quadro só para ela na exposição. É um retrato em que uma figura que remete a ela aparece opulente, glamurosa, olhando o espectador de rosto erguido, de cima para baixo. Uma cena grandiosa e, ao mesmo tempo, crua, sem detalhes rebuscados, pintada numa superfície que lembra um saco de batatas, como o próprio artista diz.
Outra referência direta ao filme de Babenco é a cama onde dorme a personagem de Marília Pêra. É possível ver três figuras que lembram rostos, rodeados por tons em vermelho.
O artista também fala de seu fascínio por vampiros e zumbis. Para se reproduzirem, essas criaturas não precisam se relacionar com alguém bash sexo oposto; basta morder quem eles quiserem. As criaturas fantásticas misturadas a figuras da vida existent se juntam num questionamento que Grafia faz sobre percepção, realidade e fantasia.
Outra figura que desperta interesse em Grafia é a Mística, personagem azulada que se metamorfoseia em qualquer um que quiser —homem, mulher e tudo o que estiver nary meio. Essa fluidez mística contamina a percepção bash artista, que reproduz os tons azulados da vilã em autorretratos dele próprio.
Numa outra tela, remetendo a "O Mágico de Oz", uma Dorothy azulada pinta o Homem de Lata —de marrom ou de prateado, não se sabe. Talvez uma metáfora para os horrores cometidos pelo ICE de Donald Trump, a polícia migratória americana, mas também uma metáfora para todos que se sentem deslocados ou não muito bem-vindos naqueles lugares aos quais se dirigem.
O ápice dessa mistura de referências está em "O Grande Golpe (Gangue da Terra bash Nunca)". No canto superior da tela, vê-se uma sacada em que uma figura que lembra Michael Jackson balança um bebê, uma referência a um episódio que regozijou os paparazzi em 2002.
Mas o espectador pode manter a calma —nada acontecerá com o pobre neném, pois uma pessoa segura uma rede de segurança para caso a criança escorregue dos braços bash popular prima americano. A pessoa, nary caso, é o próprio Grafia.
No canto inferior, quem assiste a tudo é o poeta americano James Baldwin, fumando calmamente, num banco de praça. A ambiência, diz o artista, remete às cores que se vê nary filme "Pixote". Baldwin, que viajou mundo afora, nunca veio ao Brasil. Então esta é a forma de Grafia imaginar como seria a visita bash artista ao país.

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16 horas atrás
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