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PL opta por pragmatismo cego no Ceará ao apoiar Ciro Gomes, diz candidato de Michelle Bolsonaro

Escanteado pelo PL na disputa pelo Governo do Ceará, o senador Eduardo Girão (Novo) afirma que o partido do colega Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente, comete um erro histórico e opta pelo pragmatismo cego ao apoiar o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

A aliança entre o PL e Ciro estava suspensa desde dezembro, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se desentenderam publicamente. Nesta semana, a direção do PL confirmou que vai apoiar Ciro, em vez de Girão.

"Formamos, há anos, um bloco no Senado [PL e Novo] e nos relacionamos bem, mas parece que eles optaram pelo pragmatismo cego no Ceará", diz Girão, acrescentando que vai seguir "firme e com coerência" com a pré-candidatura a governador.

"Respeito a decisão, embora pense ser um erro histórico com os movimentos de direita e conservadores que 'ralam' há décadas para se consolidar, mesmo diante de investidas contrárias da família Ferreira Gomes e do PT. A única candidatura de direita é a nossa."

No fim do ano passado, Michelle participou de um ato em Fortaleza (CE), disse que Girão seria o candidato dela a governador e criticou o apoio do deputado federal André Fernandes (PL-CE), presidente do partido no estado, a Ciro.

"Tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, isso não dá. Nós vamos nos levantar e trabalhar para eleger o Girão. Essa aliança vocês se precipitaram em fazer", afirmou a ex-primeira-dama.

A postura de Michelle irritou os três enteados mais velhos, Flávio, Carlos e Eduardo. Flávio chegou a dizer que a madrasta agia de maneira autoritária e constrangedora. Já Fernandes afirmou que o acordo com Ciro tinha o aval de Bolsonaro e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Depois do mal-estar, Michelle pediu desculpas a Fernandes e aos enteados e também os desculpou. Para baixar a poeira, o PL também optou por suspender o apoio a Ciro e mapear eventuais acordos que haviam sido feitos por Bolsonaro em outros estados.

Nesta semana, a sigla bateu o martelo com Ciro. A dúvida ainda recai sobre o Senado. Michelle defende o nome da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), enquanto Fernandes pressiona para que o candidato seja o pai dele, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL).

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