O plano de golpe de Estado em 2022 que envolveria a morte do presidente Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é inaceitável e não condiz com a tradição das Forças Armadas brasileiras, afirma o presidente do PSB, Carlos Siqueira.
A Polícia Federal realizou na terça-feira (19) operação para prender um general da reserva, um policial federal e militares com formação nas forças especiais, os chamados "kids pretos". A investigação da PF mostrou que os cinco presos conversavam em 2022 em um aplicativo de mensagens sobre um plano para matar a chapa vencedora das eleições de 2022 e Moraes.
Siqueira qualificou o plano de "obscurantista, tenebroso e inaceitável."
"Comportamento que não condiz com a tradição das nossas Forças Armadas, que, certamente, não estavam, suponho, de acordo com atos criminosos dessa natureza", afirma. "Repudiamos o tal planejamento e estamos solidários com os que seriam afetados por atitudes e planos golpistas."
Documento juntado aos autos pela PF descrevia a possibilidade de envenenamento para assassinar o petista. Investigadores indicam que a trama reforça as provas e os relatos obtidos pela PF sobre a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de aliados e de militares nas discussões por um golpe que evitasse a posse de Lula.

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