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Pode levar power bank no avião? Veja limite, regras da Anac, riscos e mais

Em janeiro de 2026, um incidente envolvendo um power bank durante um voo da LATAM obrigou a aeronave que seguia de São Paulo para Brasília a desviar a rota e pousar em Ribeirão Preto (SP). Apesar do susto a bordo, não houve feridos graves, e a companhia aérea acionou os protocolos de segurança previstos para lidar com a situação. O caso chamou a atenção para as diretrizes sobre o transporte de baterias portáteis que muitos passageiros desconhecem.

Para esclarecer se pode levar power bank no avião, quais são os limites e regras definidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e quais cuidados reduzem riscos de acidentes, o TechTudo conversou com o CEO da Security First e especialista em tecnologia e segurança digita Fernando Corrêa. Confira nas linhas a seguir e veja como se preparar para viajar com segurança.

Pode levar power bank no avião? Veja limite, regras, riscos e mais — Foto: AdobeStock Pode levar power bank no avião? Veja limite, regras, riscos e mais — Foto: AdobeStock

Pode levar power bank no avião? Veja limite, regras, riscos e mais

No índice abaixo, confira os tópicos que serão abordados nesta matéria do TechTudo.

  1. Pode levar power bank no avião? O que diz a Anac
  2. Como saber a capacidade do meu power bank?
  3. Posso usar meu power bank durante o voo?
  4. Baterias têm mais chances de explodir em aviões?
  5. Afinal, por que as regras para transporte de baterias portáteis estão mudando?
  6. Dicas para usar o power bank com segurança no voo
  7. Sinais de que você não deveria levar o power bank
  8. Como escolher um power bank confiável

1. Pode levar power bank no avião? O que diz a Anac

Sim, é permitido levar power bank no avião, mas com restrições. Segundo as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), baterias portáteis com capacidade de até 100 watt-hora (Wh) podem ser transportadas pelos passageiros. Modelos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh também são permitidos, mas limitados a duas unidades por pessoa e dependem de aprovação prévia da companhia aérea.

A Anac adota o watt-hora como referência por expressar a energia total armazenada. Já o miliampère-hora (mAh) indica apenas a capacidade elétrica e precisa ser convertido para Wh, considerando a voltagem da bateria, para efeito de fiscalização. Essa diferença é uma das principais fontes de dúvida entre passageiros no momento do embarque.

 Getty Images Anac libera transporte do power bank no avião, desde que passageiro cumpra regras — Foto: Getty Images

A Agência também orienta que esses dispositivos devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão. O envio na bagagem despachada é proibido, já que eventuais falhas ou superaquecimento no porão da aeronave dificultam a atuação rápida da tripulação.

2. Como saber a capacidade do meu power bank?

A informação sobre a capacidade geralmente está impressa no corpo do power bank ou na embalagem do produto. Procure por indicações como “20.000 mAh”, “74 Wh” ou algo semelhante. Segundo a Anac e as companhias aéreas, essa identificação precisa estar legível. Caso a fiscalização não consiga verificar a capacidade, o acessório pode ser retido no embarque.

Em alguns modelos, a capacidade aparece apenas em mAh, sem a indicação em Wh, o que pode gerar confusão durante a fiscalização. Nesses casos, a conversão depende da voltagem da bateria, nem sempre informada de forma clara ao consumidor. Em geral, porém, pode-se dizer que:

  • 100 Wh ≈ cerca de 27.000 mAh
  • 160 Wh ≈ cerca de 40.000 mAh

Fernando Corrêa reforça que a ausência dessas informações não é apenas um problema burocrático. “Se o fabricante não informa claramente a capacidade, isso já é um sinal de alerta sobre a procedência e a segurança do produto”, alerta.

 Dreamstime iPhone carregando com power bank — Foto: Dreamstime

3. Posso usar meu power bank durante o voo?

Na maioria dos casos, sim. As regras brasileiras permitem o uso do power bank a bordo, desde que ele esteja em boas condições e seja utilizado com cautela. No entanto, o especialista alerta para evitar expor o acessório a situações que favoreçam o superaquecimento, como carregar o celular dentro da mochila, sob cobertores ou em espaços sem ventilação. Outro cuidado importante é manter o dispositivo sempre visível e sob supervisão.

Além disso, caso o power bank esquente além do normal, apresente cheiro estranho ou qualquer comportamento incomum, o uso deve ser interrompido imediatamente, e a tripulação da aeronave, avisada. Vale lembrar que algumas companhias aéreas podem impor restrições ao uso durante o táxi, a decolagem ou o pouso, mesmo quando o transporte é permitido.

 4gnews É possível usar o power bank durante o voo — Foto: 4gnews

4. Baterias têm mais chances de explodir em aviões?

Casos como o ocorrido no voo da Latam chamam atenção, mas isso não significa que baterias explodem com frequência em aviões. Segundo Fernando Corrêa, o ambiente da aeronave pode aumentar o risco apenas quando a bateria já apresenta defeitos. “A variação de pressão e a baixa umidade do ar podem agravar microfissuras ou falhas internas, facilitando a expansão dos gases dentro da bateria”, explica.

Outro fator relevante é mecânico. Estatisticamente, muitos incidentes acontecem quando celulares ou power banks caem nos vãos da poltrona. Ao ajustar o assento, o mecanismo metálico pode esmagar ou perfurar a bateria, o que leva à combustão quase imediata. Por isso, a orientação da tripulação é clara: se o aparelho cair, não mova o assento e chame ajuda.

5. Afinal, por que as regras para transporte de baterias portáteis estão mudando?

As regras para o transporte de baterias portáteis em aviões vêm sendo revistas em diferentes países desde o início de 2025 por uma combinação de fatores técnicos e operacionais. Um dos principais é a evolução dos próprios power banks, que passaram a concentrar mais energia em formatos compactos e a oferecer tecnologias de carregamento rápido, como Power Delivery e Quick Charge. Esse avanço aumenta a densidade energética das baterias e o calor gerado em caso de falha, curto-circuito ou dano físico.

Outro ponto é o histórico recente de incidentes envolvendo baterias de íons de lítio a bordo de aeronaves. Embora esses episódios sejam considerados raros, eles acenderam um alerta entre autoridades da aviação civil e companhias aéreas, sobretudo porque incêndios causados por esse tipo de bateria exigem resposta imediata. No porão da aeronave, onde ficam as malas despachadas, a detecção e o combate ao fogo são mais complexos. Na cabine, por outro lado, a tripulação consegue identificar rapidamente sinais de superaquecimento e agir para conter o problema.

 Reprodução/Amazon Power bank Basike com 20.000 mAh — Foto: Reprodução/Amazon

Também há diferenças entre as normas gerais e as políticas adotadas por cada empresa aérea. Órgãos reguladores, como a Anac e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), definem regras mínimas de segurança, mas as companhias podem adotar medidas mais rígidas com base em suas próprias avaliações de risco. Nos últimos meses, empresas da Ásia, da Austrália e da Europa anunciaram limites mais restritivos para capacidade, quantidade ou uso de baterias portáteis durante o voo.

6. Dicas para usar o power bank com segurança no voo

Para reduzir riscos, Fernando Corrêa recomenda algumas medidas simples, mas funcionais. Veja as dicas abaixo.

  • Transportar o power bank sempre na bagagem de mão, com os terminais protegidos para evitar curtos-circuitos causados por contato com objetos metálicos, como chaves ou moedas;
  • Evitar o superaquecimento durante o uso;
  • Nunca carregar dispositivos em locais abafados, como mochilas, especialmente em voos longos.

Outro ponto crucial é verificar se a capacidade está claramente indicada no aparelho. "Se a etiqueta não estiver legível, o passageiro corre o risco de perder o acessório no raio-X”, lembra o especialista.

7. Sinais de que você não deveria levar o power bank a bordo

Alguns indícios mostram que o power bank não está mais seguro para uso, especialmente em viagens aéreas. O mais grave é o inchaço da carcaça, conhecido como “efeito almofada”, que indica uma reação química interna perigosa. Superaquecimento mesmo em repouso, rachaduras, partes soltas, vazamentos ou odores químicos também são sinais claros de comprometimento.

Nesses casos, o ideal é descartar o acessório de forma adequada e jamais levá-lo a bordo. “Uma bateria nessas condições representa risco real, não só para o dono, mas para todos os passageiros”, alerta Corrêa.

 Brasilturis Power bank devem estar em boas condições de uso para ser levado a bordo — Foto: Brasilturis

8. Como escolher um power bank confiável

A escolha de um power bank seguro começa pela procedência. Modelos fabricados pelas próprias marcas de smartphones tendem a oferecer maior compatibilidade e controle térmico. No Brasil, porém, o ponto mais importante é a homologação da Anatel. O selo da Agência indica que o produto passou por testes rigorosos de segurança elétrica e térmica. Ele costuma estar impresso no dispositivo, na embalagem ou pode ser consultado pelo número de homologação no site do órgão.

O especialista alerta para evitar produtos muito baratos ou vendidos sem qualquer certificação, o que pode ser um indício de falsificação. “Baterias piratas economizam justamente nos circuitos de proteção, que são essenciais para evitar curtos-circuitos e incêndios”, alerta. Neste caso, além do que uma exigência formal e uma etiqueta, a homologação do power bank é um indicativo básico de segurança para o consumidor.

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