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Por guerra, FMI corta projeção do PIB mundial no ano, mas eleva a do Brasil

Revisão foi feita por causa da guerra. Segundo o Fundo Monetário Internacional, os aumentos nos preços da energia e as interrupções no fornecimento provocados pela guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã pode deixar a economia global à beira da recessão se o conflito piorar e o petróleo permanecer acima de US$ 100 por barril até 2027.

Cenário de referência mais otimista do relatório Perspectiva Econômica Mundial pressupõe guerra de curta duração. Nesse caso, o crescimento real do PIB será de 3,1% para 2026, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação à previsão de janeiro. Nesse cenário, o preço médio do petróleo fica em média em US$ 82 por barril durante todo o ano de 2026, uma queda em relação aos níveis recentes de cerca de US$ 100 para o Brent.

Guerra criou risco maior para economia global que primeira onda de tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, o que está acontecendo no Golfo Pérsico é potencialmente muito, muito pior que os cenários estão documentando.

Em cenário cenário grave, FMI alerta para risco de recessão. Considerando uma possibilidade de um conflito prolongado e crescente, além de preços do petróleo muito mais altos, que provocam grandes perturbações nos mercados financeiros e condições financeiras mais restritivas. "Isso significaria uma situação muito próxima de uma recessão global", disse o FMI.

Inflação

No pior cenário, vários países entrariam em recessão, dis FMI. Com o preço do petróleo em média a US$ 110 por barril em 2026 e US$ 125 em 2027, por um período prolongado, também aumentaria a expectativa de que a inflação veio para ficar, provocando aumentos de preços mais amplos e reivindicações por reajustes salariais. "Essa mudança nas expectativas de inflação exigirá que os bancos centrais pisem no freio e tentem reduzir a inflação novamente", disse ele, acrescentando que isso pode exigir mais sacrifícios do que em 2022.

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