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Por que os apps de relacionamento deram errado?

É custoso ser e estar solteiro.
E não falo apenas do ponto de vista financeiro.
Não é à toa que surgiu o movimento "boy sober", que promove a abstinência de homens.
Não é à toa que surgiu termos como relacionamentos de "baixa manutenção".

No livro "Alone Together" ("Sozinhos Juntos"), a americana Sherry Turkle meio que previu, lá em 2011, como um mundo mais conectado afetaria a forma que iríamos ficar mais... Desconectados.

Segundo a autora, isso aconteceria porque nós criamos mais expectativas com a tecnologia do que com nós mesmos.
Será coincidência que vivemos, 15 anos depois, uma epidemia da solidão?
E que procuramos cada vez mais experiências offline para criarmos conexão?

Uma reportagem recente do The New York Times trouxe que jovens da Geração Z estão marcando encontros de luta-livre e jiu-jitsu pela cidade.
Basicamente, paga-se para ir a lugares públicos, rolar no chão com alguém e descobrir se rola uma química física.
Para quem procura algo com menos impacto, basta olhar o fenômeno dos clubes de corrida.

O Strava, que tem no Brasil o seu segundo maior mercado global, virou rede social fitness e, por acaso, de paquera porque ciclistas, corredores e afins podem ver no mapa do celular quem faz exercício na mesma área e curtir ("kudos" no caso) as fotos publicadas do treino alheio.

Isso tudo significa que os aplicativos de relacionamento vão acabar?
Lógico que não: o Tinder ainda está entre os Top 10 apps com maior faturamento no Brasil em janeiro deste ano, segundo a Sensor Tower.
Mas esse comportamento revela que os millennials, e as gerações seguintes, buscam algo mais nichado (olha a bolha aí de novo) e com propósito, que leve a aplicações práticas na vida real.

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