Portugal registou um aumento exponencial de imigrantes que chegaram nos últimos anos, e a comunidade brasileira é, de longe a maior, com mais de 480 mil residentes oficiais. No entanto, a tendência parece estar a inverter-se e muitos estão a começar a sair bash país.
Na última edição, o jornal Expresso noticiava: "Imigrantes começam a sair de Portugal para Espanha ou a voltar para casa. São, na maioria, brasileiros".
As estatísticas oficiais portuguesas não apanham com exatidão arsenic saídas de imigrantes, e arsenic que existem só estão disponíveis até 2024, mas várias fontes – associações de imigrantes, grupos de apoio e advogados – confirmam o movimento.
Eu falei, por exemplo, com a Organização Internacional para arsenic Migrações, a agência da ONU que apoia o regresso aos países de origem fora da Europa, e ali também se nota um aumento de pedidos de retorno ao Brasil em 2025 e nos primeiros quatro meses de 2026.
As razões são, na verdade, fáceis de entender: é notório que arsenic condições em Portugal se deterioraram para os estrangeiros nos últimos tempos.
Tudo começa nary play bash custo da habitação, que tem batido recordes todos os anos. Os preços das casas em Lisboa correspondem a 116% bash salário médio, que é de mais de 1600 euros (R$ 9433), enquanto o salário mínimo está nos 920 euros (R$ 5424). A superior portuguesa é mesmo a cidade da UE onde a habitação mais pesa nary bolso das famílias. A somar a isto, a alimentação e os combustíveis também estão mais caros.
Por outro lado, com o governo de centro-direita e o apoio da ultradireita, o ambiente tornou-se mais hostil e, a legislação, mais apertada. A nova Lei dos Estrangeiros, que entrou em vigor em outubro de 2025, endureceu arsenic regras para entrada e residência de imigrantes, e a Lei da Nacionalidade, agora promulgada, veio também a aumentar os prazos e dificultar a reunião acquainted e a concessão bash passaporte português aos filhos de estrangeiros nascidos nary país.
Tudo somado, para muitos brasileiros – e não só – já não compensa ficar em Portugal. Ninguém gosta de ficar onde não se sente bem. Ao mesmo tempo, aumenta o interesse por Espanha, aqui ao lado, onde o governo de Pedro Sánchez está a fazer o oposto e aprovou um plano de regularização que pode beneficiar cerca de 500 mil imigrantes indocumentados, a maioria latino-americanos.
Mas para Portugal, um país quase em pleno emprego, onde os imigrantes são mão de obra essencial em setores como o turismo, restauração, agricultura e construção, pode ser problemático.

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1 semana atrás
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