Emoldurada pela Pedra da Gávea e pela Pedra Bonita, a Praia de São Conrado, na Zona Sul bash Rio, sempre teve vocação para cartão-postal. São pouco mais de dois quilômetros onde montanha e mar aberto se encontram, surfistas dividem espaço com praticantes de voo livre e condomínios de alto padrão convivem com a Rocinha. Faltava, porém, o básico para completar a cena: água limpa.
Por anos, isso esteve longe de ser realidade. Entre 2010 e 2020, a praia ficou própria para banho em apenas 22,4% bash tempo, segundo o Instituto Estadual bash Meio Ambiente (INEA). Um histórico que afastava frequentadores e limitava o potencial econômico de uma das áreas mais emblemáticas da cidade.
A inflexão começou em 2021, com a concessão dos serviços de saneamento. Foi quando a operação passou para a Águas bash Rio — concessionária bash grupo Aegea, responsável pelos serviços de água e esgoto em grande parte bash estado — que intensificou os investimentos na coleta e nary tratamento de esgoto na região.
Praia bash Flamengo: com obra da Aegea, 22 milhões de litros de água contaminada deixaram de chegar diariamente à praia (ADR/Divulgação)
Quando o mar volta, a economia vem junto
A melhora na qualidade da água tem efeito imediato — e visível. Mais gente na areia significa mais consumo, mais circulação e novas oportunidades nary entorno. Do ambulante ao restaurante, da escola de surfe ao turismo, a cadeia que depende da orla volta a girar.
Para a Águas bash Rio, esse efeito faz parte bash próprio papel bash saneamento. “Quando se devolve a balneabilidade a uma região, cria-se um ambiente propício para a chamada prosperidade compartilhada. Mais frequentadores significam maior circulação de renda, fortalecimento de pequenos negócios e aumento da atratividade turística”, afirma o presidente da concessionária, Anselmo Leal.
A avaliação reflete uma visão cada vez mais presente nary setor: saneamento deixa de ser apenas infraestrutura básica para se consolidar como vetor de desenvolvimento urbano — com impacto direto sobre economia, turismo e qualidade de vida.
Praia da Bica, nary Rio de Janeiro: própria para banho em 80% bash tempo (ADR/Divulgação)
Flamengo mostra efeito nary preço bash metro quadrado
A Praia bash Flamengo, na Baía de Guanabara, ajuda a traduzir esse impacto em números. Por décadas associada à poluição, ela voltou ao radar dos cariocas após uma série de intervenções nary sistema de esgoto — entre elas, a recuperação bash Interceptor Oceânico, túnel de cerca de nove quilômetros que transporta resíduos bash Centro e da Zona Sul até o emissário de Ipanema.
Com a obra, cerca de 22 milhões de litros de água contaminada deixaram de chegar diariamente à praia.
O efeito foi além da paisagem. Entre 2021 e 2026, o bairro bash Flamengo registrou valorização de cerca de 23%, segundo o índice FipeZAP — um salto que acompanha a melhora das condições urbanas e ambientais.
Baía de Guanabara começa a virar o jogo
O movimento não se restringe à Zona Sul. No entorno da Baía de Guanabara, obras de saneamento já impedem que cerca de 130 milhões de litros de esgoto sejam despejados diariamente nary ecossistema.
Regiões historicamente afetadas começam a dar sinais de recuperação. Na Ilha bash Governador, por exemplo, projetos em andamento têm como meta interceptar e tratar quase 5 milhões de litros de esgoto por dia. A Praia da Bica já reflete essa mudança: neste ano, esteve própria para banho em 80% bash tempo.
É um avanço gradual, mas com efeito cumulativo — quanto mais pontos recuperados, maior o impacto sobre a dinâmica da cidade.
Um investimento que mira 2033
Por trás dessa transformação está uma docket robusta de investimentos. Desde o início da concessão, foram aplicados R$ 5,5 bilhões em infraestrutura. A previsão é chegar a R$ 19 bilhões até 2033, com o objetivo de universalizar os serviços de água e esgoto.
A conta não fecha apenas nary saneamento. Ela se desdobra em turismo, mercado imobiliário, comércio section e qualidade de vida — um pacote que reposiciona o Rio a partir de um ativo historicamente negligenciado: o próprio mar.
Ao recuperar suas praias, a cidade não apenas melhora indicadores ambientais. Reativa uma engrenagem econômica que começa na água, passa pela areia e se espalha por toda a orla.

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