Com menos leite no mercado, a indústria paga mais caro. Ela desembolsou 5,43% a mais para comprar leite do produtor em fevereiro, repassando essa diferença para as prateleiras no mês seguinte.
Além disso, produzir leite tem ficado mais caro. Em janeiro, o Custo Operacional Efetivo da pecuária leiteira subiu 1,32% em média. Em fevereiro, o reajuste foi de 0,32%, ainda segundo o Cepea. O litro de leite custou R$ 2,14 no Brasil naquele mês (o dado mais recente), diz o centro.
O Cepea também citou o aumento dos custos para cuidar do gado. "O clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal", diz em nota técnica.

Em abril, o leite deve encarecer porque a guerra no Irã vem aumentando o preço do combustível. O diesel subiu 13,9% e a gasolina, 4,59% em março (o equivalente a 26% do IPCA), o que deve encarecer o frete este mês.
A expectativa do centro de estudos é que o preço do leite continue subindo. O Cepea afirma que a redução da oferta e a procura dos consumidores reforçam a perspectiva de que a valorização persista no campo.
O setor defende que a alta em 2026 é apenas uma recuperação de preços. "Principalmente do leite UHT [de caixinha], que alcançou um dos menores valores nos últimos anos", diz Mariana Simões, analista de agronegócios da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais). "Mas os preços do leite pago ao produtor ainda estão abaixo da média histórica para a atividade mesmo com as recentes altas."
O litro do leite ficou 12,87% mais barato em 2025. Os preços caíram no Brasil em razão da produção recorde (alta de 8,1% em relação a 2024) e da entrada de 2,1 bilhões de litros importados do Mercosul. Como o consumo não acompanhou o ritmo, o preço do leite caiu.
O produtor nacional reclama da concorrência com o Mercosul. Enquanto exportou US$ 24 milhões em leite entre janeiro e março, o Brasil importou US$ 200 milhões, principalmente da Argentina e do Uruguai, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. "Passamos de uma importação média de 2% a 4% da nossa produção de leite para 8% a 10%", diz Simões.

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