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Preços de celulares, PCs e TVs podem subir 30% por crise global de memórias

Demanda por data centers de inteligência artificial é apontada como o motor da nova pressão sobre semicondutores. "A situação atual é considerada mais grave do que a vivida no auge da Covid-19. Na pandemia, o problema foi um desajuste temporário nas cadeias de fornecimento", diz Humberto Barbato, presidente executivo da Abinee, em comunicado.

A associação avalia que o desequilíbrio entre oferta e procura deve continuar por alguns anos. "Essa pressão deve se manter forte até 2028", afirma Barbato, sinalizando que a crise de insumos da indústria elétrica e eletrônica deve se manter.

Crise das memórias

Desenvolvimento de IA absorveu grande parte do mercado de memórias. Empresas de tecnologia, como OpenAI, Google e Microsoft, têm adquirido memórias para a construção de data centers, fazendo com que os principais fornecedores priorizem entregas para essas companhias, por terem margens mais altas, sacrificando a demanda para os consumidores. Além disso, há casos em que esses centros de dados contam com contratos prévios para fornecimento de memórias.

As produtoras de memória se esforçam para acompanhar a demanda, mas não é possível construir fábricas rapidamente. Samsung, SK Hynix e Micron consideram a construção de novas plantas, porém devem iniciar as operações apenas em 2027.

Como resultado, deve haver uma queda generalizada no mercado de eletrônicos. A consultoria de mercado IDC estimou que o mercado de smartphones no mundo todo deve cair 12,9%, enquanto o de PCs e notebooks deve cair 11,3% em 2026.

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