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Presidente da CCJ descarta PEC alternativa e diz que espera 6x1 da Câmara

Otto Alencar disse que aguarda o envio da proposta aprovada pelos deputados. Segundo ele, a prioridade da CCJ será analisar o texto que já passou pela Câmara. "Tô esperando ele [Alcolumbre] encaminhar a que veio da Câmara", afirmou ao UOL.

Alcolumbre já remeteu à CCJ a PEC alternativa sobre horas trabalhadas. Articulado pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), o texto foi protocolado pela oposição antes mesmo da chegada formal da proposta aprovada pela Câmara e prevê um modelo mais flexível de jornada de trabalho.

A proposta alternativa defendida pelo PL privilegia a negociação entre empregadores e trabalhadores. O texto também abre espaço para remuneração por hora trabalhada e flexibilização de jornadas, modelo criticado por parlamentares governistas e centrais sindicais.

Alencar disse que não pretende dar andamento à PEC da oposição. "Vou aguardar chegar a da Câmara. A minha prioridade é a da Câmara", disse. Segundo ele, a proposta aprovada pelos deputados "é a mais adequada ao Brasil".

O senador, que faz parte da base governista, também criticou o modelo da oposição. "Não dá para colocar hora trabalhada no Brasil", afirmou. Ao ser questionado sobre o andamento da PEC alternativa, completou: "Eu vou esperar a outra chegar. Não darei encaminhamento nessa".

A tramitação virou novo foco de disputa política no Senado. O envio imediato da PEC alternativa à CCJ gerou reação entre aliados do governo e defensores do texto aprovado pelos deputados, que viram no gesto uma tentativa de dar protagonismo à proposta da oposição antes da chegada oficial da matéria principal.

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